Willian Arão vira “válvula” para Flamengo recuperar estilo de jogo

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Willian Arão, camisa 5 do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

GLOBO
ESPORTE
: O volante Willian Arão treinou como titular ao lado de Márcio Araújo e
deve começar jogando nesta quarta-feira, contra o Santos, às 21h45 (de
Brasília), no Pacaembu. Se o técnico Zé Ricardo confirmar a escalação testada
no Ninho do Urubu na última terça, o camisa 5 terá uma nova oportunidade de
mostrar por que era o dono da posição em 2016.

A
possível volta de Arão ajudará o Flamengo a retomar o estilo de jogo que o
tornou uma das principais equipes do futebol brasileiro na temporada passada: o
toque de bola com infiltrações. Em algumas das últimas partidas, o Rubro-Negro
apostou muito em cruzamentos para a área. O volante pode mudar isso voltando a
ser o homem surpresa.
Contratado
em dezembro de 2015, Arão foi unanimidade durante 2016, principalmente na campanha
do terceiro lugar no Campeonato Brasileiro. Com boas jogadas e sendo a figura
do elemento surpresa, o volante disputou 37 dos 38 jogos no na competição e fez
quatro gols.
Em
2017, vieram os questionamentos. No começo da temporada, Willian Arão fez dupla
com Rômulo (depois, Márcio Araújo voltou a ser titular) e foi bem – até chegou
a ser convocado para amistoso da seleção brasileira em que só jogadores que
atuavam no país apareceram na lista de Tite. O rendimento, porém, começou a
cair. Os adversários passaram a marcar bem as subidas do camisa 5 ao ataque, e
ele deixou de ser efetivo.

Ricardo manteve Arão ao lado de Márcio Araújo durante toda a fase de grupos da
Libertadores, o Campeonato Carioca e as primeiras rodadas do Brasileirão. No
empate com o Avaí, na Ressacada, no entanto, o rendimento do volante voltou a
decepcionar. Cuéllar, então, ganhou a vaga.
Depois
de só uma partida no banco de reservas, Arão voltou a ser importante para o
Flamengo. No empate em 2 a 2 com o Fluminense, após o primeiro tempo ruim,
entrou e ajudou na organização do meio de campo – como no empate em 1 a 1 com o
Corinthians, no último domingo.
A boa
atuação na etapa final do clássico deu a Willian Arão novas oportunidades de
tentar recuperar o futebol do ano passado: foi titular na goleada por 5 a 1
sobre a Chapecoense e na vitória fora de casa contra o Bahia por 1 a 0. Na
partida seguinte, porém, contra o Santos, o volante retornou ao banco de
reservas – Cuéllar ganhou a vaga.
Sempre
uma “carta na manga” para o treinador, Arão virou reserva – em sete
jogos, foi titular apenas contra o Palestino, quando o Flamengo levou equipe
mista para o Chile, pela Sul-Americana. Foi o maior período sem começar um
confronto em campo desde quando chegou ao Rubro-Negro.
Mas na
penúltima rodada, contra o Coritiba, o jogador voltou a ter uma oportunidade.
Fez bom primeiro tempo ao lado de Romulo, principalmente nos desarmes e início
da criação das jogadas. Entretanto, caiu de rendimento na segunda etapa.
Agora,
a ideia do técnico Zé Ricardo é dar mais uma chance ao camisa 5. Contra o
Corinthians, por exemplo, ele mudou a cara do Flamengo. Nos primeiros 45
minutos, o Rubro-Negro estava “preso”, apostando muito em bolas
aéreas. Com a entrada do volante, que sai melhor para o jogo do que Márcio
Araújo e Cuéllar, o time trabalhou muito mais a bola.
Quando
está com Arão (em boa fase) em campo, o Flamengo se mostra mais criativo. Foi
assim que Zé Ricardo treinou a equipe para a partida contra o Santos, no
Pacaembu. Se realmente for titular, o camisa 5 deve deixar Márcio Araújo mais
fixo na proteção à zaga.

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