Zé Ricardo confia que fará o Flamengo render

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Foto: Marcos Alves / Agencia O Globo

EXTRA
GLOBO
: As cobranças eram novidade para Zé Ricardo, que estreou no profissional
há pouco mais de um ano. Em 2017, com um elenco de peso na mão no Flamengo, o
treinador não esconde o incômodo e a frustração por não obter os resultados
esperados. Mas a pressão constante e os pedidos de demissão depois de o time
deixar vitórias escaparem se tornaram rotina ao inexperiente treinador, que se
refugia no campo e protege seu grupo.

Nos
treinos, Zé mantém a pegada e os trabalhos em alto nível, chega primeiro e sai
por último, mas nas conversas de bastidor admite que pode contribuir mais. E
tem a convicção que fará o plantel rubro-negro render o esperado. A falta de
tempo para treinamento depois das chegadas de reforços no meio do ano é a
principal queixa.
Em
meio às cobranças recentes, as escolhas do treinador foram questionadas. A
saída de Willian Arão do time para o lugar de Cuéllar, que vinha bem nos
treinos, se revelou muito mais uma tentativa do que uma certeza do técnico, que
sempre se mostrou convicto de que o volante ex-Botafogo deveria formar dupla
com Márcio Araújo. Aliás, entre os atletas há apoio conjunto. As atuações e
declarações indicam que há comando do treinador.
A analise
do técnico é de que os jogadores fazem nos jogos o que é treinado. Basta ver os
treinos e jogos para reparar os mesmos conceitos em prática, com jogo proposto
e marcação em cima. O problema são os erros por falta de concentração que minam
os resultados. Aos pares da comissão técnica, Zé Ricardo já deixou claro que
não vai se abalar com interferência externa para lhe influenciar na escalação
da equipe. Nem da torcida, muito menos de dirigentes do clube. Prefere sair do
que trair seu grupo.
Toda
semana, Zé Ricardo tem uma rotina pesada de trabalho. Assiste vídeos, faz
análises táticas, revê os jogos do time e faz observações. Sobre os
adversários, passa orientação individuais aos seus jogadores, faz simulações.
Quando pede e os atletas não fazem, cobra muito, mas também apoia. “Tem que
acertar, tem que concentrar”, costuma dizer. Em público, jamais. Internamente,
cobra e avisa que vai sair aos microfones e proteger seu grupo.
Nesse
cenário, além do diretor Rodrigo Caetano, o técnico conta com apoio do auxiliar
Cleber Machado, do preparador físico Daniel Gonçalves e do médico Márcio
Tannure, que o ajudam nas decisões baseadas nas avaliações do Centro de
Excelência em Performance. Resta saber se o clube vai ouvir seus profissionais
ou sua torcida. Atém dos protestos considerados exagerados, que resultaram em
dedo em riste e empurrão no aeroporto, Zé Ricardo também está longe de ser
unanimidade dentro do clube. Mas tem total respaldo do departamento de futebol
e do presidente Eduardo Bandeira de Mello.

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