“A decisão não foi nos pênaltis, foi no Maracanã”, diz Rueda

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Rueda em Cruzeiro x Flamengo – Foto: Staff Images

LANCE:
Aceitar a perda de um título não é fácil. Ainda assim, o técnico do Flamengo,
Reinaldo Rueda, mostrou-se sereno para analisar a derrota para o Cruzeiro na
final da Copa do Brasil. O treinador evitou apontar culpados e isentou Diego e
Muralha de qualquer responsabilidade pelo vice no Mineirão.


Temos que assimilar as experiências positivamente, capitalizar, sabendo que a
obrigação do Flamengo é ganhar sempre. A situação dos pênaltis é extra. Por
mais que se trabalhe, pode ser imponderável. Faltou a decisão de finalizar. Foi
um jogo fechado, com o Cruzeiro bem estruturado. Tudo passou por não ter a
precisão neste jogo – analisou o treinador, que lamentou não ter conquistado a
vitória no Maracanã, no jogo de ida.
– Não
resolvemos o jogo no Maracanã. Temos que saber que hoje, talvez, fizemos um bom
jogo, mas não o suficiente para manter a diferença. Não creio (que o time jogou
abaixo do esperado). Pelo resultado, nos pênaltis, não podemos ser tão
categóricos. Foi muito disputado, um rival muito forte que naturalmente tinha
uma obrigação como a gente, mais a motivação de jogar em casa – comentou Rueda.
Questionado
sobre as escolhas de Muralha, que não defendeu nem sequer um pênalti na
disputa, o treinador evitou fazer críticas.
– Alex
fez um grande trabalho, estava bem estudado, analisado para pênaltis. Houve uma
mudança em um dos batedores do Cruzeiro. Mas não é a hora de pensar dessa
forma. Penso que a decisão não foi nos pênaltis, foi no Maracanã por não ter
tido a diferença – lembrou o treinador, que também deu força a Diego, que
desperdiçou um pênalti.

Vivemos sempre isso no futebol. Do jogador mais experiente ou o destaque que
erra ou o goleiro pega… Mas Diego tem caráter, é um profissional 500%, muito
intenso e sério. Com certeza ele vai assimilar bem, tem uma grande trajetória e
é apoiado por todo o grupo técnico e jogadores. Temos que levantar a cabeça e
nos sentirmos orgulhosos – ponderou.

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