Berrio diz que fará de tudo para o Flamengo ser campeão da Sula

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Berrio, do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

ESPORTE
INTERATIVO
: Depois da derrota para o Botafogo no Brasileiro, o Flamengo
“vira a chave” e volta a ​focar na Copa Sul-Americana. Nesta
quarta-feira (13), o Rubro-Negro encara a Chapecoense, em Chapecó, às 19h15 (de
Brasília).

A
partida vai ser especial para o técnico Reinaldo Rueda e o atacante Berrío. No
ano passado, quando ainda estavam no Atlético Nacional, da Colômbia, ambos
iriam enfrentar a Chapecoense na final da Sul-Americana, mas, por conta do
acidente envolvendo a delegação da equipe catarinense, a partida não aconteceu
e a Conmebol declarou a Chape campeã da competição.
Na
imagem abaixo, Berrío, à esquerda, e Reinaldo Rueda, ao centro, ao lado de
Carlos Velasco, preparador físico, e Bernardo Redín, auxiliar técnico, que
também estão no Flamengo.
Em
entrevista exclusiva ao Esporte Interativo, Berrío relembrou o dia da tragédia
com a delegação da Chapecoense.
“Foi
algo que impactou todos os seres humanos, sendo ou não jogadores, pertencendo
ao mundo dos esportes, nos impactou muito. Recordando um pouco esse dia tão
difícil e tão duro, eu estava em casa organizando as coisas para dormir,
descansar, que no dia seguinte a gente teria treino e ficaríamos concentrados
para jogar a final. Meu cunhado chamou minha esposa e disse que tinha
acontecido um acidente com um avião, que parecia ser o voo dos jogadores da
Chapecoense, mas ainda era uma hipótese, não era algo que se sabia. Nesse
momento o que fizemos foi começar a rezar, eu e minha esposa pedindo que não
fosse assim, que não fosse aquilo que estava por vir. Mas Deus sabe porque as
coisas aconteceram assim e naquele momento eu não consegui dormir”.
Confira,
abaixo, outros trechos da entrevista do atacante Berrío:
Como foi o dia seguinte? E como foi a
decisão de dar o título para a Chapecoense?
“Aquele
caminho até o treino parecia eterno. Não conseguia tirar da minha cabeça o que
tinha acontecido. Quando cheguei, era um silêncio total, todos se olhavam e não
acreditavam, porque é algo difícil de acreditar, que a gente acha que não vai
acontecer. Não acreditávamos! E dar o título a eles é algo que qualquer pessoa
teria feito. Para nós eles foram os campeões, porque, infelizmente, por Deus e
pelo destino, já que tinha outro destino para eles, não estiveram em campo
disputando essa final. E são campeões porque chegaram até ali por mérito
próprio, ninguém deu nada para eles, ganharam tudo em campo. Como não
conseguiram dentro de campo, dar esse título para eles era o mínimo que
poderíamos fazer, reconhecer que eles eram os campeões”.
O que significa para você a possibilidade
de lutar por esse título, agora no Flamengo?
“Acredito
que Deus me coloca coisas que ele quer que estejam em meu caminho. Ano passado
pude ganhar a Libertadores, não pude jogar a final da Sul-Americana. Se Deus me
colocou aqui, é porque tem algo valioso para mim. Vou dar tudo de mim para que
o Flamengo chegue o mais longe possível e pense em título na Copa
Sul-Americana”.
Menos de um ano depois do acidente, a
Chape está novamente nas oitavas da Sul-Americana. O que pode dizer do trabalho
de reconstrução feito pelo clube?
“Estou
muito impressionado e também agradecendo a Deus, porque o clube não se abateu,
conseguiu seguir adiante, com valentia, fizeram um trabalho extraordinário,
assim como aqueles que estão no céu fizeram em outro momento. É para aplaudir
esse momento da Chapecoense, o que eles estão fazendo, que o clube não se
abateu e, se estão aí, é por mérito próprio”.
O que significará para você jogar essa
partida na Arena Condá, em Chapecó?
“Vai
ser um momento muito bonito, ir a Chapecó, me transportar em pensamento, como
se fosse uma hipotética final. Deus me colocou aqui no Flamengo e a melhor
forma é respeitá-los e honrar esses anjos que estão no céu, dar tudo de mim
para ajudar o Flamengo a dar um grande espetáculo e conseguir a vitória”.

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