Caetano admite frustração e culpa queda na Libertadores por pressão

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Foto: Gilvan de Souza

EXTRA
GLOBO:
O abraço e o aperto de mão fortes dos dirigentes do Flamengo que
acompanharam a perda do título da Copa do Brasil no diretor de futebol Rodrigo
Caetano indicam confiança na manutenção do trabalho do departamento de futebol
mesmo com a escassez de grandes conquistas. O executivo pediu serenidade nas
cobranças para que se possa progredir ainda mais e fazer os ajustes
necessários, mas se mostrou convicto ao dizer que a torcida se viu representada
na decisão com o Cruzeiro. A meta principal segue sendo a voltar a
Libertadores, o que dá aos títulos um aparente papel de segundo plano. Segundo
Caetano, o Flamengo ainda os persegue.

– A
decepção é grande, mas o objetivo é chegar ás finais e disputar os títulos. A
frustração na Libertadores já nos trouxe consequências acima da média. Por isso
vamos buscar essa classificação. Fomos a uma final agora, podíamos estar
comemorando, mas não tivemos competência. Flamengo busca título – assegurou o
profissional, que em três anos no clube conquistou apenas o Estadual de 2017.
Com o
crescente investimento na folha salarial e estrutura do futebol, aumenta
proporcionalmente a cobrança por resultados que ainda não chegaram. Sobretudo
nos profissionais que trabalham no Ninho do Urubu, e na diretoria que lhe dá
autonomia quase total hoje em dia. O presidente Eduardo Bandeira de Mello
passou a dar a Rodrigo Caetano carta branca para o dia a dia e na hora das explicações
também é papel do dirigente enfrentar os microfones sozinho. E nessa hora, ele
pede que não se jogue o trabalho desenvolvido fora.
– A
gente não pode querer fazer é terra arrasada. Não vamos deixar de progredir ou
de fazer ajustes. Tenho certeza que a forma como perdemos foi doída, mas o
torcedor, é um termômetro que a gente tem, se sentiu representado em campo. Em
dois jogos, os que iniciaram e terminaram, deram a vida, e isso é exigência e
marca do Flamengo. Fomos superados pelo adversário mas ninguém foi criticado
porque correu menos do que a torcida exige. São jogadores com caráter e
responsabilidade. Tenho certeza que a torcida vai ver esse grupo campeão de uma
grande competição – projetou o executivo, reforçando o pedido para que a
cobrança seja sempre pacífica.
Calendário é vilão de orçamento
O
Flamengo pretende aumentar o investimento na folha salarial de atletas, que
hoje atinge 50% do orçamento. Mas mesmo assim adota o modelo de negócios de
contratar os jogadores de ponta no fim da temporada europeia. O que impediu
nomes como Diego Alves e Éverton Ribeiro de estarem na final da Copa do Brasil.
Segundo Caetano, o preço do meia era o dobro em janeiro.
– Isso
é questão de calendário. A gente não se afasta do orçamento, mas para ter
jogadores desse nível tem que esperar as competições europeias terminarem. O
Everton Ribeiro era o dobro do preço em janeiro em relação ao que foi em maio –
afirmou.
Para
2018, a CBF vai alterar a questão da data de inscrição e deve fazer por fases
como a Conmebol.
— Vai
ser ajustado para os próximos anos. Entramos na competição sem poder mudar
ninguém – frisou o dirigente.

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