Campeão da Sul-Americana pode ganhar vaga no novo Mundial

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Foto Oficial do time do Flamengo na Sul-Americana 2017 – Foto: Staff Images

MARCEL
RIZZO
: Confederações de menor expressão da América do Sul querem que a Copa
Sul-Americana dê uma vaga ao novo Mundial de Clubes que a Fifa estuda tirar do
papel em 2021.

Bolívia,
Venezuela e Peru pretendem levar essa ideia à Conmebol em dezembro, quando deve
ser conversado sobre critérios de classificação para o Mundial quadrienal, e
mais inchado, com 24 clubes, que a Fifa quer que substitua no calendário a Copa
das Confederações e no formato o atual Mundial, realizado anualmente, mas com
apenas sete participantes.
A
Conmebol poderia ter cinco vagas, como publicou o jornal espanhol “Mundo
Deportivo”. O primeiro projeto levado à tona dentro da Confederação
Sul-Americana era o de classificar os quatro campeões da Libertadores nos anos
anteriores ao Mundial, mais o melhor classificado no ranking da competição que
a entidade atualiza uma vez por ano.
O
critério ranking não agradou às confederações menores, que avaliam como nulas
desta maneira chance de classificar seus clubes a algum Mundial. Na pontuação
atual, só vai aparecer um time diferente de Brasil, Argentina, Paraguai,
Uruguai e Colômbia na 18ª colocação, com o Emelec, do Equador. O Boca Juniors
(ARG) lidera, seguido por River Plate (ARG), Atlético Nacional (Colômbia),
Nacional (URU), Penãrol (URU) e São Paulo.
Como
mostrou o blog, o confuso critério de pontuação, que conta campanhas nos
últimos dez anos da Libertadores e até nas primeiras divisões dos Campeonatos
Nacionais, depõe contra o ranking, por isso essas confederações defendem
critério de boa campanha em torneio específico para uma vaga – seria indicado
ao Mundial os quatro últimos campeões da Libertadores, mais o último vencedor
da Sul-Americana (no caso, o de 2020 se o novo Mundial começar em 2021).
Segundo
torneio em importância no continente, que classifica equipes em posições
intermediárias nos torneios nacionais, a Sul-Americana ganhou mais peso a
partir de 2017 porque times eliminados na fase de grupos da Libertadores
ganharam vaga na competição, que é toda realizada no formato mata-mata (a
Libertadores tem sua fase de grupos).
Mesmo
com o aumento da competitividade, as confederações menores avaliam que teriam
mais chance de ter times no Mundial via Sul-Americana do que na Libertadores ou
por ranking. Desde 2002, quando recebeu esse nome (antes foi Copa Conmebol), o
torneio número 2 do continente teve times de sete países diferentes erguendo a
taça. Já na Libertadores, no mesmo período, foram campeãs equipes de cinco
países.
O trio
de confederações que vai pedir a Sul-Americana como critério de classificação
devem solicitar apoio do Chile, que não tem um time campeão da Libertadores
desde 1991 (com o Colo Colo), e do Equador, que só fez uma vez o campeão, a
LDU, em 2008.

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