Diego mantém média no Flamengo e decide ‘um jogo por campeonato’

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Diego durante Cruzeiro x Flamengo – Lucas Figueiredo/CBF

ESPORTE
INTERATIVO
: Que Alex Muralha seria taxado como um dos culpados em caso de
insucesso do Flamengo na Copa do Brasil, não era difícil de prever.
Surpreendeu, no entanto, o outro jogador acusado: Diego. Referência técnica do
Rubro-Negro e um dos mais queridos pela torcida, o meia errou na disputa de
pênaltis e teve o desempenho contestado.

Torcedores
ficam na bronca e argumentam sobre queda de desempenho do camisa 35 neste ano.
Para avaliar se as críticas têm fundamento, o Esporte Interativo comparou as
duas temporadas do meia vestindo rubro-negro e checou o “poder de
decisão” nas competições já disputadas em 2017.
Os
números mostram que Diego não melhorou e nem piorou do último ano para este. Em
estatísticas essenciais, como gols, assistências, chutes e passes, o armador do
Flamengo praticamente manteve a média. Em 2017, foram 38 jogos, 12 gols e sete
assistências. Diego já deu 79 chutes, o que corresponde a dois por jogo, e
acertou metade destes no alvo.
O
último ano foi similar: com a estreia em agosto, o meia atuou em 18 partidas,
marcando seis vezes e dando três passes para gol. Nestes duelos, foram 41
arremates, e 43% destes deram trabalho para os goleiros. Se tentarmos, pelos
números, medir a intensidade com que o jogador participou dos confrontos,
chegamos à mesma conclusão: Diego correu parecido e conseguiu quase a mesma
quantidade de passes e desarmes. Os dados são do Footstats.
“Acho
que não paguei para ninguém me escolher o melhor da competição. Se isso
aconteceu, tenho méritos. Não vivo o meu melhor momento individual, mas não
tenho uma queda brusca. As pessoas tem grandes expectativas, mas nem sempre
isso acontece”, disse o jogador.
Poder de decisão em falta? Cravar não é
fácil
Outra
crítica recorrente neste momento negativo é a falta de poder de decisão. Não só
de Diego, mas de toda a equipe. A mão pesou mais sobre o líder técnico do time,
o camisa 35, que estaria com participações essenciais menos frequentes. Só que
fazer essa avaliação sem medo de errar e com a convicção de não estar cometendo
uma injustiça é difícil.
O
método mais simplista possível seria avaliar a quantidade de jogos em que o
atleta, ator principal no campo ofensivo, modificou o placar decisivamente.
Neste quesito, Diego pode contabilizar quatro partidas na temporada: Flamengo
1×0 Vasco, pelo Campeonato Carioca; Flamengo 2×1 Atlético-PR, pela Copa
Libertadores; Fluminense 2×2 Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro; e Flamengo
1×0 Botafogo, na Copa do Brasil.
Nestas
partidas, os gols de Diego foram decisivos. Um método direto, mas que ignora as
contribuições mais subjetivas no jogo, como a construção de jogadas, o penúltimo
passe ou até a contribuição na marcação.

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