Flamengo cerca bem Thiago Neves e Paquetá aumenta dor de cabeça

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Lucas Paquetá comemorando gol do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

GLOBO
ESPORTE
: Cobria o Vasco no fim de 2013 quando Adilson Batista foi apresentado e
logo questionado sobre qual goleiro escalaria. À época, Michel Alves, Diogo
Silva e Alessandro se revezavam a cada falha. Adilson matou no peito e bancou
Alessandro – o que não fez lá grandes diferenças no resultado das últimas sete
partidas e o Vasco foi para a Série B pela segunda vez.

O
exemplo serve um pouco para o Flamengo de 2017. Alex Muralha e Thiago não
transmitem a confiança que Rueda espera. E o erro de Thiago, de 21 anos, contra
o Cruzeiro – que custou o empate de 1 a 1 na primeira partida final da Copa do
Brasil, no Maracanã, nessa quinta-feira – fica ainda maior quando se compara à
grande partida que fez Fabio pela Raposa.
Mas a
troca constante de goleiro tem efeito. A insegurança do jogador que está em
campo tende a crescer. Com a mesma simplicidade que mexeu no sistema defensivo
do Flamengo – recuando a linha da zaga e alternando subidas de laterais – o
técnico decidiu tirar o goleiro que falhou semana passada pelo goleiro que
falhara há mais tempo. Lembre nos vídeos abaixo.
A
decisão, combinada à falha de Thiago no gol do Cruzeiro, torna o dilema do
colombiano ainda maior. Como recuperar Muralha, que foi preterido por questões
emocionais – abordadas por Rueda até na última coletiva antes do jogo? É hora
do voto de confiança para Thiago, que também precisa de muita conversa num
momento delicado como precisava Muralha na semana passada?
Mas,
antes de voltar ao assunto, é bom elogiar a partida com consistência defensiva
do Fla. O time de Rueda foi capaz de cercar e diminuir muito o espaço de Thiago
Neves. No empate por 1 a 1 no Maracanã – jogo de ida da final da Copa do
Brasil, nessa quinta-feira -, ele chutou uma vez, com poucos minutos de bola
rolando, e para fora. Cruzou mal uma vez. E não fez muito mais que isso.
O
Flamengo marcou forte e teve apenas alguns minutos de incômodo no início da
partida, com Alisson em cima de Rodinei. Depois, sofreu pouco. Ou melhor,
sofreu, mas de caso antigo. Foi o segundo gol sofrido em seis jogos com o
colombiano. O segundo de falha clara de goleiro.
Na
semana passada, falhou Alex Muralha contra o Paraná, em chute de Renatinho, do
meio da rua, pela Primeira Liga. Nessa quinta-feira, Thiago teve falha ainda
maior. Soltou o chute de Hudson no pé direito de Arrascaeta – que empatou.
Antes, o jovem goleiro cria da Gávea falhara feio na goleada sobre a
Chapecoense – 5 a 1 no dia 22 de junho ao largar a bola no pé de Victor Ramos.
Paquetá ajuda
Olhar
a movimentação de Lucas Paquetá durante a partida é interessante. Assim como
Guerrero, saiu da área e tentou abrir espaços para Berrío. Também arriscou
tabelas e aberturas para colocar o colombiano para correr. Num jogo de poucas
chances claras, ele finalizou apenas uma vez. No lance do gol – embora impedido
após toque de Arão.

 Paquetá sai mais da área, muitas vezes combinando jogadas no meio de campo e com Berrío, pela direita (Foto: Footstats) 
 A comparação do posicionamento do peruano com o garoto mostra que o atacante se movimenta menos, mas tem maior presença na área (Foto: Footstats) 
Paquetá
soube proteger bem a bola e mostrou cacoete para jogar de costas para o gol. É
evidente que com Guerrero o Flamengo não ganha só um pivô de outro nível, mas
também um atacante que vem ganhando todas as disputas pelo alto, que com
simples desvio de cabeça põe tanto Everton quanto Berrío em alta velocidade
para entrar na área adversária.
Mas o
garoto do Flamengo agradou. Antes do gol marcado, o melhor lance do ataque saiu
na tabela dele com Arão. O zagueiro Léo, do Cruzeiro, salvou quando o volante
estava próximo de chutar.
Para o
jogo da volta, em Belo Horizonte, Rueda tem 20 dias para pesar o ambiente e
decidir o que fazer no gol. O psicólogo Fernando Gonçalves e o preparador de
goleiros Victor Hugo que lhe ajudem bastante.

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