Flamengo chega a crise no gol após enfileirar soluções em um ano

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Goleiros do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

EXTRA
GLOBO
: A vinte dias de decidir a Copa do Brasil, o Flamengo, que tem cinco
goleiros em seu elenco, não pode contar com dois por questões de inscrição, um
é do sub-20, e os outros dois estão em má fase, com falhas recentes em
sequência. A crise técnica na posição chega ao seu ápice, mas vem se
construindo há um ano. Para ser mais preciso, Bruno foi o último ídolo
incontestável no gol, em 2010. De lá para cá ninguém foi unanimidade. Felipe,
Paulo Victor…e outros jovens.

No ano
passado, Alex Roberto chegou com investimento de R$ 2 milhões, ganhou a posição
de Paulo Victor, liberado esse ano, e foi parar na seleção brasileira. O
problema parecia resolvido. Sem concorrentes experientes, o goleiro apresentou
falhas depois de alguns meses e só tinha jovens como opção. Thiago pediu
passagem e ganhou oportunidades, mas a diretoria trouxe César de volta do empréstimo
á Ferroviária (SP) e depois contratou Diego Alves, ambos sem poderem atuar na
Copa do Brasil.
O time
chegou á segunda semifinal com o Botafogo com Gabriel Baptista, do Sub-20, no
banco. Thiago, que foi bem, acabou mantido para a final depois de Alex falhar
pela Primeira Liga outra vez. O roteiro demonstra como o planejamento da
diretoria se baseou no desempenho dos atletas. Assim que Alex se firmou, Paulo
Victor foi liberado. Quando o novo titular falhou, o clube disse apostar nos
jovens da casa, mas contratou assim que teve chance um goleiro incontestável
como Diego Alves.
LINHA DO TEMPO
Janeiro de 2016
Flamengo
desembolsa R$ 2 milhões e apresenta seu novo reforço, o goleiro Alex Muralha
destaque em 2015 pelo Figueirense. O jogador vem para disputar posição com o
contestado Paulo Victor
Junho de 2016
O
titular Paulo Victor machuca e Muralha ganha chance como titular no iníco do
Brasileiro. Com boas atuações, se destaca e é mantido por Zé Ricardo na volta
do antigo dono da posição.
Setembro de 2016
Em
ótima fase, Muralha é convocado por Tite pela primeira vez para a seleção
brasileira.
Dezembro de 2016
Com
moral, Muralha ganha aumento salarias e tem vínculo renovado até o fim de 2018
Dezembro de 2016
Terceiro
goleiro do Flamengo, César é emprestado para a Ferroviária-SP para ganhar
experiência na disputa do Campeonato Paulista.
Janeiro de 2017
Sem
chances no time titular, Paulo Vitor é emprestado para o Gaziantepstpor, da
Turquia.
Fevereiro de 2017
Com a
saída de PV, o Flamengo solicita o retorno do jovem César, emprestado para a
Ferroviária, para ser reserva de Muralha. César só fez um jogo como titular do
clube paulista, mas ficou no banco em partida da Copa do Brasil. O jogador é
inscrito como segundo goleiro na Libertadores, mas não pode ser inscrito no
Carioca porque já estava inscrito no Campeonato Paulista.
Março de 2017

Ricardo poupa os titulares em jogo do Carioca, incluindo o goleiro Alex
Muralha. Sem poder contar com César, promove a estreia do antigo quarto goleiro
Thiago, de apenas 20 anos.
Abril de 2017
Com
falhas na Libertadores e em fase ruim, Muralha começa a ser contestado.
Abril de 2017
Se
encerra o prazo de inscrições da Copa do Brasil. Flamengo não pode inscrever
César por já ter atuado na Copa do Brasil, e fica com Muralha, e os jovens
Thiago, 20 anos, e Gabriel, 18 anos, para a competição.
Junho de 2017
Sem
receber salários na Turquia, Paulo Victor volta ao Brasil e se reapresenta no
Ninho do Urubu. A comissão técnica, satisfeita com Muralha, não conta com ele.
Jogador acerta sua ida para o Grêmio.
Junho de 2017
Em má
fase, Alex Muralha é barrado e Thiago vira o titular.
Julho de 2017
Flamengo
anuncia a contratação de Diego Alves. O goleiro só pode atuar no Brasileiro e
na Sul-Americana.
Julho de 2017
Thiago
é barrado e Muralha volta a ser o titular na Copa do Brasil, torneio em que Fla
não pode contar com Diego Alves
Agosto de 2017
Diego
Alves é o titular no Brasileiro. Na semifinal da Copa do Brasil, Muralha mantém
posição, mas é expulso. Thiago joga o jogo da volta da semifinal.
Setembro de 2017
Pressionado,
Muralha é barrado de novo. No primeiro jogo da final, Thiago falha feio e cede
empate ao Cruzeiro.

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