Flamengo estuda acabar com departamento médico na Gávea

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Wallpaper da Gávea, Sede do Flamengo – Foto: Divulgação

COLUNA
DO FLAMENGO
: A diretoria do Flamengo estuda internamente acabar com o
departamento médico da sua sede social, na Gávea, que funciona há vários anos
atendendo atletas, sócios e funcionários com especialidades de cardiologia,
ortopedia, clínica geral e cirurgia geral. Além destas especialidades, ainda
atende com fisioterapia e enfermagem.

Os
médicos, a enfermagem e fisioterapeutas fazem plantões de vinte horas semanais,
cobrindo todo o horário de funcionamento do clube. Algumas especialidades e
funções, tem cargas horárias específicas, mas sem deixar o clube desamparado de
profissionais. Sendo todos eles, contratados pela lei da CLT vigente no Brasil.
A
articulação partiu da Gerente de RH, Roberta Tannure e tem o aval do CEO do
clube, Fred Luz, um dos grandes entusiastas para acabar com o departamento
médico da sede. Gerentes e diretores tem o interesse no corte do departamento
médico da sede, pois são bonificados financeiramente por isso.
O
Flamengo lançou em 2015, o projeto CUIDAR (Centro Unificado de Identificação e
Desenvolvimento de Atleta de Rendimento). O CUIDAR que visa aprimorar a
interdisciplinaridade no esporte, unindo o treinamento de atletas com trabalhos
de diversas áreas do esporte atuando em conjunto, que complementem a formação
de cada um. Os profissionais do departamento médico da sede seriam substituídos
pelos profissionais do CUIDAR, que tem somente um profissional de fisiatria que
já não atende a todas as modalidades esportivas. Sócios e funcionários também
não são atendidos. Este fisiatra do CUIDAR cumpre a carga horária de dez horas
semanais, mas não fica no clube constantemente. Atletas e sócio-atletas
começaram a reclamar que não poderiam fazer a fisioterapia no CUIDAR sem um
médico de plantão.
Com a
demissão de todos os profissionais do departamento médico do clube, demais
profissionais seriam contratados via RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) com
prazos de dois meses cada para não haver vínculo empregatício. Haveria uma
grande rotatividade de profissionais. No planejamento consta ainda o aluguel de
uma ambulância, o que aumentaria os custos. Funcionários do atual departamento
médico mesmo com estabilidade que fazem parte do sindicato e da CIPA, também
seriam demitidos, aumentando os gastos de rescisão desses contratos, pois tudo
que estaria a vencer, seria pago. Além dos custos, o sindicato pode
judicializar a questão, pedindo o retorno destes profissionais ao clube para
cumprirem suas funções.
Caso
confirme as mudanças, sócios prometem se mobilizar em forma de protesto a
medida. Uma sócia do clube, que não quis se identificar, falou que se diz
decepcionada:
“Estou
decepcionada, pois sempre fui atendida pelo departamento médico e pagava
somente por fisioterapia e massagem. Estarão nos tirando mais um direito e uma
segurança para a minha família que frequenta o clube há vários anos. Falei com
o vice-presidente Mauricio Gomes de Mattos, mas ele não me deu nenhum retorno
ainda. O mesmo fiz com o vice-presidente do Fla-Gávea, Humberto Motta.
Igualmente sem retorno. Eles tem que entender que o departamento médico social
já salvou várias vidas aqui no clube“, disse.
Esta
sócia relatou dois casos de emergência ocorrida há algumas semanas. Dois sócios
tiveram suas vidas salvas pelos profissionais do departamento.
O
modelo que Fred Luz e o RH visam implantar é o mesmo de clubes sociais vizinhos
como o Caiçaras e o Piraquê. Porém, ambos são clubes somente com atividades
sociais e não atende a atletas de esporte de alto rendimento como na Gávea.

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