Flamengo estuda parcerias para obra e setor popular em Estádio

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Setor popular da Ilha do Urubu, estádio do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

RODRIGO
MATTOS
: Com a assinatura da opção de compra de um terreno, o Flamengo iniciou
nesta semana os trabalhos para ter pronto um projeto de estádio próprio em dois
a três meses. Os dois primeiros pontos em discussão são o estudo do terreno na
Av. Brasil e o modelo para financiar a arena com possibilidade de parceria. Mas
o clube já tem algumas diretrizes como ter um setor popular na nova casa.

Primeiro,
é preciso que se ressalte que a diretoria do Flamengo não decidiu que terá o
estádio no terreno na Av. Brasil, zona norte do Rio de Janeiro. O clube ainda
espera as condições da licitação do Maracanã, e também não desistiu de locais
na Barra da Tijuca, na zona oeste.
Mas,
no momento, o projeto do estádio na Av. Brasil é o que avança no planejamento
rubro-negro, e há empolgação com a ideia. Veja abaixo as principais discussões
e definições.
Terreno
O
Flamengo assinou um contrato com opção de compra por preço fixado por quatro
meses. O local escolhido foi o mais barato entre as opções porque o clube quer
reduzir ao máximo os custos. O valor é inferior aos R$ 157 milhões que o local
foi oferecido em leilão pela empresa Peixoto Castro (antiga refinaria), como
divulgou o Globo.com. O montante não é divulgado.
Estudo do local
Técnicos
contratados pelo clube fazem o estudo de viabilidade do terreno. Uma primeira
questão é saber o que tem que ser feito para mitigar o impacto ambiental já que
o local pertencia a uma refinaria. A avaliação inicial é de que não é um tópico
complicado já que a refinaria não funcionava ali, o que existia era um
depósito.
Outra
discussão é com a prefeitura do Rio sobre o que cada um fará para melhorar os
acessos. Teria de haver uma duplicação da via perpendicular à Av Brasil. E um
terceiro ponto é a questão de segurança, por ser uma área cercada por locais
violentos, mas isso não é considerado um problema para dirigentes do Fla.
Financiamento
Há uma
série de ideias sobre a forma de financiar a construção do estádio cujo custo é
estimado em R$ 550 milhões. O clube analisa a possibilidade de busca de
parcerias em que seriam dadas propriedades em troca de dinheiro para
construção. E também vai estudar mais a fundo a possibilidade de buscar
financiamento próprio. Um caminho poderia ser híbrido com parceria em parte do pagamento
e dinheiro levantado no mercado de outra parte. Certo é que o clube tenta
minimizar o endividamento gerado pela construção.
Setor popular
Há a
ideia consolidada na diretoria do Flamengo de fazer um setor popular, sem
assentos dentro do estádio.  Uma corrente
defende que esses setores sejam atrás dos gols, de um deles ou dos dois. Mas há
consciência entre os dirigentes que isso implicaria em ter setores mais caros
para bancar a arena.
Modelo econômico
Uma
certeza do Flamengo é que só vai dar andamento no projeto se avaliar que as
receitas previstas bancarão a construção e manutenção do estádio. E haverá uma
comparação com o Maracanã, onde seriam necessárias obras também para tornar o
estádio viável – hoje, sua manutenção é cara e é difícil a setorização para
economizar. Foram estudados dois modelos de estádio, o do Atlético-PR já
pronto, e do Atlético-MG, em fase de votação no Conselho Deliberativo.

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