Flamengo: Rueda vê Éverton Ribeiro crescer para jogar com Diego

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Éverton Ribeiro, do Flamengo, chutando – Foto: Gilvan de Souza

EXTRA
GLOBO
: Reinaldo Rueda reabriu a briga por posições no Flamengo mesmo às
vésperas de disputar a final da Copa do Brasil. A principal delas envolve os
dois melhores jogadores do time, Diego e Éverton Ribeiro. O tratamento dado
pelo técnico às estrelas, colocando-as sob pressão e sem vaga garantida, surte
efeito em momento decisivo. Dos sete gols do Flamengo em sete jogos com Rueda,
quatro foram da dupla, dois de Ribeiro e dois de Diego. Os demais foram
marcados por Guerrero, Arão e Paquetá.

Depois
de ver Diego brilhar em um primeiro momento, o comandante colombiano observa o
crescimento de Ribeiro após sua barração, e deve dar nova chance ao camisa sete
entre os titulares no jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana,
amanhã, contra a Chapecoense. Provavelmente ao lado de Diego.
Em
cinco jogos com Rueda – já que não pode atuar pela Copa do Brasil -, Ribeiro
atuou 90 minutos em três oportunidades, duas pelo Brasileiro e uma na Primeira
Liga. Apenas em um jogo do Brasileiro o meia começou no banco, mas entrou no
fim. O mesmo aconteceu diante da Chapecoense pelo jogo de ida da Sul-Americana.
O jogador foi sacado pela primeira vez diante do Atlético-PR, e Rueda disse que
a disputa seria com Diego, mas que eles poderiam jogar juntos às vezes.
O
camisa 35, que deu lugar a Ribeiro naquela oportunidade, ficou mais pressionado.
Diego esteve em campo durante o jogo todo apenas duas vezes das seis possíveis
sob o comando de Rueda. Na estreia contra o Botafogo e diante do Cruzeiro,
ambas pela Copa do Brasil. Na Primeira Liga, sequer foi relacionado. Pelo
Brasileiro, foi substituído três vezes, e no clássico com o Botafogo sequer
entrou em campo. Das vezes em que foi trocado, em duas deu lugar a Éverton
Ribeiro, contra Atlético-PR e Chapecoense, no fim do jogo.
Ao fim
das contas, Diego segue com status de titular, mas não intocável, e volta a
crescer de produção próximo de partidas decisivas. Mas Éverton Ribeiro precisou
de menos minutos em campo para fazer mais pelo Flamengo até agora.
Disputa em campo, amizade fora das quatro
linhas
Se
dentro de campo Diego e Éverton Ribeiro ainda buscam a melhor afinação, fora
das quatro linhas o entrosamento é desde o começo da parceria. Recém-chegado, o
camisa sete se escorou no amigo que veste a 35 para se adaptar ao Rio enquanto
busca espaço no time.
A
última aparição da dupla foi no domingo, depois de ajudarem o Flamengo bater o
Sport, por 2 a 0, na Ilha do Urubu . Os jogadores aproveitaram para curtir o
Rock in Rio em família e duelaram no video-game.
A
parceria se estende às esposas. Os jogadores posaram na folga com as respectivas
durante um passeio em uma praia da cidade com os filhos. Os encontros se
estendem a outros casais do elenco.
No dia
a dia do clube, Diego e Éverton Ribeiro tem posturas um pouco distintas. Líder
técnico e porta-voz do elenco, Diego faz jus ao seu tempo de casa e tem o
perfil de conversar mais com integrantes da comissão técnica. Enquanto Éverton
Ribeiro, recém-chegado, se enturma primeiro com os atletas.
Diferente
de outros clubes, no Flamengo não há mais a realização de rachão antes das
partidas. Nem com Reinaldo Rueda nem com Zé Ricardo a prática era vista. Então
não houve tempo para Diego e Éverton Ribeiro se entrosarem sem pressão. É em
jogos para valer que ambos precisam se buscar.
Fora
de campo, a carona é garantida e a parceria já deu certo. Agora, a torcida do
Flamengo espera que ela se estenda ao campo. Sem poder atuar na Copa do Brasil,
Éverton Ribeiro é esperança no Brasileiro e nas fases finais da Sul-Americana,
quando terá que provar que pode jogar ao lado de Diego para não ficar no banco
de reserva.

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