Henrique aponta confiança nos pênaltis: “Não pensamos no Muralha”

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Foto: Agência I7

SPORTV:
Coube ao zagueiro e capitão Henrique abrir a série de cobranças na disputa de
pênaltis que consagrou o pentacampeonato do Cruzeiro na Copa do Brasil, contra
o Flamengo, na última quarta-feira, no Mineirão. O defensor acertou a rede,
assim como Léo, Hudson, Diogo Barbosa e Thiago Neves, autor da batida que deu o
título à Raposa. Em entrevista ao “Seleção SporTV”, Henrique destacou
que os batedores vinham de treinamentos eficientes e acumulavam confiança,
apesar do time comandado por Mano jamais ter desejado decidir a taça nas
penalidades, ou sequer ter dado importância a uma suposta fragilidade emocional
do goleiro rubro-negro Alex Muralha.


Sinceramente, não pensamos em nenhum momento no que se fala sobre o atleta
Muralha. Nós jogamos o jogo conforme tinhámos que jogar, queríamos vencer, não
queríamos levar para o pênalti. Queríamos vencer no tempo normal para não
sofrer tanto como são os pênaltis, essa caminhada, você sai de lá e o gol é
grande, vai caminhando e o gol só vai diminuindo (…) Estávamos muito
confiantes, porque todos que bateram, bateram muito bem. No dia anterior, em
dois dias treinamos os pênaltis. Treinamos bem. Quando se tem confiança, você
vai seguro. Não queríamos ir para os pênaltis. Mas graças a Deus temos um
goleiro gigante que cresce nesses momentos.
Pelo
lado do Cruzeiro, brilhou também a estrela do goleiro Fábio, que defendeu
cobrança de Diego – Guerrero, Trauco e Juan converteram. Após o empate em 0 a 0
no tempo normal, Henrique foi incumbido de ser o primeiro cobrador da Raposa,
em decisão acertada com o técnico Mano Menezes. O zagueiro destacou que se
sentia confiante e cobrou alto, no meio, de forma “simples”, como
pede o ritual das penalidades.
– O
Mano perguntou para mim se eu abriria, porque eu treinei muito bem. Treinei dois
cantos, o meio e o canto que bato de segurança. Como abri, preferi bater um
pênalti seguro, para dar confiança para meus companheiros que vinham em
seguida. Pênalti tem que fazer o que é seguro, não inventar. O importante é
entrar e dar confiança para os outros que vêm em sequência.

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