Mauro detona “influenciadores digitais” e vê rabo preso com diretoria

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Márcio Araújo e Diego em treino do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

MAURO
CEZAR PEREIRA
: Surge um fã de Márcio Araújo alegando que eu o criticava demais.
O que fazer quando o jogador é frequentemente escalado, apesar de quase sempre
jogar mal? “Ah, hoje não vou falar sobre ele”. Ora, bolas. Critiquei
o limitado e esforçado volante, e inexplicavelmente escalado em sequência pelo
ex-técnico Zé Ricardo como faço sempre que acho pertinente. Foi assim com Dunga
de 2006 a 2010 e Felipão entre 2013 e 2014. E com Marcelo Oliveira entre 2015 e
2016. Ou com os fracos goleiros que o Vasco reuniu em seu segundo rebaixamento.
Também critiquei Sidão assim que chegou ao Morumbi, quando disse que não era
goleiro para o São Paulo. E tantas outras vezes. Em alguns episódios acertei,
em outros errei, como ao não apostar no sucesso de Renato Gaúcho Portaluppi em
sua volta ao Grêmio no ano passado.

E
assim sempre será, exceto com jornalista pago para dar opinião, mas que se
omite para não “ficar mal” ou por não ter coragem de dizer o que
pensa. Afinal, é impossível alguém achar tudo e todos impecáveis no que fazem,
a ponto de só elogios serem distribuídos.
Todo
cuidado é pouco com os patrulheiros cínicos e “influenciadores” cujos
rabos estão amarrados a dirigentes. Além de cartolas que tentam manipular a sua
opinião. Fique atento! Querem rotular toda crítica técnica como
“perseguição”, “desrespeito”. Se a análise se limita ao
desempenho do profissional, o mesmo deve estar apto a conviver com críticas e
elogios. Sempre dentro dos limites da educação e civilidade. Ou que sejam
coerentes e também rejeitem palavras positivas sobre o próprio trabalho. Ah,
para certos cartolas cheios de ambição isso vale ainda mais.

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