O que pesa na escolha de Rueda entre Muralha e Thiago?

32
Muralha e Thiago – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

UOL: Não
tem jeito. O Flamengo entrou em campo na última quarta-feira (13) pela Copa
Sul-Americana e empatou por 0 a 0 com a Chapecoense. A preocupação dos
torcedores, no entanto, está na decisão da Copa do Brasil, dia 27 de setembro,
contra o Cruzeiro, no Mineirão. Não apenas pela possibilidade de conquistar o
tetracampeonato, mas por conta da indefinição de quem será o goleiro no jogo
mais importante de 2017.

Sem
poder contar com Diego Alves, que chegou depois do fim das inscrições na
competição nacional, o técnico Reinaldo Rueda se vê em um panorama
absolutamente delicado. É inegável que Alex Muralha e Thiago estão pressionados
e abalados emocionalmente. Mas não há trégua. Um deles será o responsável por
defender o Rubro-negro e tentar levá-lo ao título.
Na
partida de ida das oitavas da Sul-Americana, Rueda optou por Diego Alves e
colocou Alex Muralha no banco. A opção, porém, ainda não indica quem será o
“camisa 1” na finalíssima. Depois da falha de Thiago no primeiro jogo
(1 a 1 com o Cruzeiro, no Maracanã), todos os aspectos estão sendo discutidos.
Obviamente,
o tema foi levantado após a apresentação pelo torneio internacional. Reinaldo
Rueda se esquivou, embora tenha convicções em relação aos goleiros.
“Thiago
e Muralha estão trabalhando. Vão responder bem quando entrarem em campo. A
escolha de quem vai para o banco varia de jogo para jogo”, afirmou.

O UOL
Esporte apurou alguns pontos definidos na cabeça do treinador e o que pesa a
favor de cada um nos 14 dias até o jogo da vida deles.

Experiência
e motivação de Muralha para volta por cima
Alex
Muralha vive fase delicadíssima na carreira. O goleiro errou praticamente tudo
nos últimos jogos em que participou e caiu em desgraça com a torcida. Ele foi
alvo até de um editorial do Jornal Extra contrário ao apelido e mobilizou o
elenco, que o apoiou publicamente.
A
opção pelo antigo titular e que frequentou a seleção brasileira seria pela
experiência. Ainda que o momento seja ruim e a reação da torcida contrária, a
escolha por Alex Muralha contemplaria também a aposta na volta por cima no jogo
mais importante do ano.
Internamente,
existe a convicção de que o goleiro não está no nível dos selecionáveis, assim
como as últimas atuações fugiram completamente do padrão. Muralha tem recebido
apoio dos colegas e realiza um trabalho psicológico diário com a equipe do
clube para corresponder caso seja o escolhido.
Juventude de Thiago e bom retrospecto nos
pênaltis
Thiago
falhou no primeiro jogo da decisão, irritou os torcedores, mas não tem nível de
rejeição próximo ao sofrido por Muralha no momento. Ainda que abalado, a forma
como se apresentou para admitir o erro após o confronto no Maracanã lotado foi
alvo de elogios.
A
juventude pode ser um ponto positivo na escolha. Aos 21 anos, o goleiro foi
formado na base rubro-negra e conhece bem a importância de uma final deste
porte. A disposição em mostrar que pode ajudar e o fato de ainda ter
“lenha para queimar” são vistos como positivos no processo apesar da
inexperiência.
A
decisão é delicada e também deve passar pela possibilidade de o título ser
definido nos pênaltis. Muralha só defendeu um desde que chegou ao Flamengo e
raramente acerta até o lado das cobranças. O jovem, por outro lado, foi
fundamental na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2016, quando defendeu duas
penalidades e ajudou o Rubro-negro a conquistar o tricampeonato diante do
Corinthians.
As
cartas estão na mesa. Reinaldo Rueda analisa tudo o que pode para escolher o
goleiro da decisão. Experiente, o colombiano sabe que o eleito pode consagrá-lo
ou estacionar o Flamengo na crise em caso de novo fracasso.

COMENTÁRIOS: