‘Obrigação’ por título faz Flamengo focar em Copas

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Eduardo Bandeira, Presidente do Flamengo, segurando taça de campeão da Copa do Brasil
Foto: Cris Dissat / Fim de Jogo

UOL: O
alto investimento feito pela diretoria fez com que o Flamengo iniciasse a
temporada como um dos grandes favoritos na disputa dos títulos. O desempenho da
equipe nas duas principais competições, porém, foi decepcionante e forçou mudanças.
Zé Ricardo deixou o comando para Reinaldo Rueda assumir. Se Libertadores e
Brasileiro fazem parte do passado, o Rubro-negro tenta salvar o ano com ao
menos um título nos torneios eliminatórios que ainda disputa: Copa do Brasil e
Sul-Americana.

O
caminho mais curto é a Copa do Brasil, já que o Flamengo está na final. Após
empatar por 1 a 1 com o Cruzeiro no Maracanã, a equipe terá de definir o título
no Mineirão. A taça da competição, conquistada em 2013, é a única “de
peso” na gestão Eduardo Bandeira de Mello. A diretoria vê a repetição do
feito como fundamental para tranquilidade e sequência do trabalho na próxima
temporada.
A Copa
Sul-Americana ainda está mais distante, já que Flamengo e Chapecoense iniciarão
nesta quarta-feira embate pelas oitavas de final. A competição nunca foi uma
prioridade, mas agora é vista com bons olhos por todos no clube. Evidentemente
não teria o peso de uma Copa do Brasil, mas comemorar um título na atual
temporada é fundamental.
E é
justamente por isso que o Flamengo prioriza as competições eliminatórias nesse
momento. A chance de um título, o que já não acontece no Campeonato Brasileiro,
em que o time está a 15 pontos do líder Corinthians, pesa no planejamento de
uma diretoria que entende que uma taça pode valer mais do que apenas uma vaga
para a Libertadores.
A
situação ficou clara no clássico com o Botafogo, no últio doming, quando o
técnico Reinaldo Rueda decidiu poupar Diego, Willian Arão, Berrío, Everton,
Vinicius Júnior e Réver. Alguns deles ainda entraram no decorrer do jogo, mas o
Rubro-Negro claramente não usou sua força máxima. O treinador justificou a
opção por outro lado. Disse que buscava dar ritmo de jogo a atletas importantes
e que não vinham jogando.
O
problema é que a falta de resultados ameaça até mesmo a vaga no G-6 – o
Rubro-negro é o quinto, com 35 pontos. O time tem três frentes para se
classificar para a Libertadores: ganhando um dos títulos das copas ou ficando
entre os seis primeiros colocados do Brasileiro. Ficar fora da competição
internacional em 2018 seria problemático para o planejamento da próxima
temporada, e transformaria a temporada atual em um problema ainda maior.

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