Preparador de goleiros diz que Muralha dará a volta por cima

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Muralha com troféu de Campeão Carioca pelo Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

MARLUCI
MARTINS
: O então treinador de goleiros do time, José Pinheiro, o Cotia Muralha,
foi quem deu o apelido ao jovem de 19 anos, que ganhava do clube uma ajuda
mensal de pouco mais de R$ 400 reais. O técnico Carlos Nunes, hoje desempregado,
apoiou a alcunha. E mantém seu ponto de vista, apesar das falhas do goleiro do
Flamengo na eliminação da Primeira Liga, no último dia 30.


Ninguém chega ao Flamengo e à seleção por acaso – diz Carlos Nunes. – Ele vai
dar a volta por cima. Sei que pode. Pra mim, o chute do Renatinho, do Paraná,
foi uma bola difícil, rápida. Não foi frango. E, depois, pênalti é loteria. Não
é obrigação. Eu vejo o que aconteceu como um acidente de trabalho. Um taxista
que dirige há 20 anos bate com o carro.
Nos
oito meses passados no Serrano, a jovem revelação emprestada pelo Paraná
revezava com o goleiro Júnior no time titular. O clube foi campeão da Terceira
Divisão do Campeonato Paranaense.
– Era
um rapaz humilde, de porte físico avantajado. Por isso, virou Muralha. Lembro
que a comissão técnica cobrava dele mais concentração – lembra o então
supervisor Luiz Correa, hoje vice-presidente do clube que passou a se chamar
Prudentópolis: – Estou na torcida.
Cotia,
ex-preparador de goleiros do Serrano, responsável pelo apelido Muralha, garante
que seu pupilo costumava se sair bem em cobranças de pênaltis:
– Ele
tinha deficiência na queda, mas aprendeu a cair – lembra Cotia, hoje
aposentado. Era dedicado, se posicionava bem. Fechava o gol. Por isso, botei o
apelido de Muralha. E sempre se saiu bem nos pênaltis. Por ser grande, levava
vantagem.
É dia
de voltar às origens.

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