Presidente do Flamengo diz ter sido xingado por pagar dívidas

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Foto: Fred Gomes

COLUNA
DO FLAMENGO
: Quando assumiu o Flamengo, no início de 2013, Eduardo Bandeira de
Mello pregou um discurso de austeridade. Com a maior dívida do futebol
brasileiro nas mãos (mais de R$700 milhões), o mandatário resolveu equilibrar
as finanças, em detrimento de grandes contratações. Assim, o torcedor
rubro-negro teve que se acostumar a uma época de vacas magras, com vários
jogadores contestados.

No
entanto, não foi fácil para emplacar esta nova forma de dirigir o clube mais
popular do Brasil. Bandeira foi chamado de “otário” por usar buscar o
equilíbrio financeiro.
“Teve
conselheiro do Flamengo, não vou citar o nome, que logo que conseguimos a CND,
a duras penas, e por isso conseguimos patrocínio da Caixa, ele foi lá e fez a
conta de impostos que pagamos atrasados, total de R$ 80 milhões para conseguir
patrocínio de R$ 25 milhões. Ele disse que “somos otários”, porque estamos pagando
R$ 80 milhões para ganhar R$ 25 milhões.” Isso está em ata de reunião. Escreveu
isso numa lista de e-mail de sócios. Mas para esse tipo de coisa aí não precisa
de mim, não precisa de gerente, do nosso grupo”, afirmou em entrevista ao
globoesporte.com.
Como
era esperado, a temporada de 2013 não foi fácil. Apesar do título da Copa do
Brasil, a equipe brigou até a última rodada para fugir do rebaixamento. O
mandatário contou que foi uma época difícil, com muitas contestações internas.
“Teve gente que naquele primeiro ano, com as
coisas difíceis, clube ameaçado de ser rebaixado e tudo, dizia “tem que
comprar, contratar”. A gente dizia que não tinha dinheiro. ‘Ah, mas futebol é
assim mesmo. Você contrata e depois não paga’”, relembrou, para na sequência
recordar da resposta que deu: “Eu falei ‘então deve ser por isso que dizem que
eu não entendo de futebol, porque entendo de pagar as coisas direitinho, de
viver dentro do meu orçamento, como sempre foi na minha vida’”, finalizou.

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