Rascunhos para uma futura barca no Flamengo

14
Gabriel, do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

ESPN
FC
: Por João Luis Jr.

Até
quarta-feira não existe outra competição pro Flamengo que a Copa do Brasil. O
Campeonato Brasileiro não é uma prioridade, a Sul-Americana vem depois, o
Masterchef, por mais interessante que seja, não é algo a ser discutido. Todo o
foco e concentração do clube estão nesses 90 minutos que podem não apenas
garantir um título importante após um hiato de 4 anos, como também nos colocar
automaticamente na Libertadores de 2018.
Nada
mais natural entãodo que escalar neste sábado, contra o Avaí, um time
alternativo, dando chances para que os reservas mostrem serviço, chamem a
atenção do treinador e até mesmo garantam suas vagas no planejamento que em
breve a comissão técnica estará fazendo para o ano que vem.
E uma
coisa que ficou clara, nem tanto pelo empate morno dentro de casa contra uma
equipe que luta contra o rebaixamento, mas sim pelas atuações individuais, é
que temos vários jogadores que claramente não merecem vestir a camisa do
Flamengo no time profissional e nem deveriam poder vestir nas suas horas vagas,
se fossem até uma loja e quisessem comprar a camisa com dinheiro do próprio
bolso.
Primeiro
temos o trio de ferro: Rafael Vaz, Gabriel e Márcio Araújo. O primeiro, talvez
um dos poucos zagueiros da atualidade que consegue manter a impressionante
média de uma falha bizarra por partida, vem consistentemente deixando claro que
não apenas não está no time certo como talvez nem mesmo na profissão adequada,
nos fazendo imaginar que tudo isso é um grande desperdício e numa dimensão
paralela o Dr. Rafael Vaz está descobrindo a cura de várias doenças.
Gabriel,
o atacante gato reverso, que todos tratam como se fosse uma revelação de 21 que
ainda vai estourar, mas na verdade é um atacante de 27 anos que, se ainda não
estouroum está realmente em fogo lento, não oferecendo nada além de correria
confusa e bolas perdidas.
E
Márcio Araújo, para muitos o mais defensável dos três, segue sendo um volante
que, apesar de voluntarioso e dedicado, não pode servir, aos 33 anos, para mais
do que compor elenco e organizar o campeonatinho de FIFA num clube com as
ambições que o Flamengo merece ter.
Outros
casos são o de Geuvânio, uma espécie de Gabriel com relação custo-benefício
ainda pior, e Rômulo, o volante que veio para resolver e aparentemente resolveu
que não jogaria bola, mas que ao menos tem em sua defesa a possibilidade de
melhora após uma pré-temporada – assim como Mancuello, que já foi testado em
várias posições e ainda não rendeu em nenhuma delas, levantando a suspeita de
que talvez na verdade Mancuello seja goleiro.
Entram
nesta lista também alguns jogadores jovens, mas que podem talvez precisar de
rodagem fora do clube para crescer, como Vizeu e Matheus Sávio. E aí você nota
que o professor Rueda ainda tem bastante trabalho pela frente para montar um
elenco para o ano que vem. Ano esse, é claro, que já pode começar a ser
definido nessa quarta-feira, quando o Flamengo decide a Copa do Brasil contra o
Cruzeiro e, esperamos, sem nenhum desses jogadores citados aqui em campo.

COMENTÁRIOS:

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here