Rueda erra ao deixar o Brasileiro em segundo plano no Flamengo

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Reinaldo Rueda, técnico do Flamengo – Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images

RODRIGO
MATTOS
: Com um time misto, o Flamengo perdeu o clássico para o Botafogo no
Brasileiro, desperdiçou a chance de entrar no G4 e viu rivais na vaga pela
Libertadores se aproximarem. O técnico Reinaldo Rueda diz que não era para
priorizar a Copa Sul-Americana, mas a escalação não deixa dúvida que o Nacional
ficou em segundo plano em sua estratégia.

O
plano de Rueda encontra similaridade com o do técnico do Grêmio, Renato Gaúcho,
que priorizou Copas em detrimento ao Nacional. Afinal, jogadores como Rômulo,
Geuvânio e Matheus Sávio vinham sendo pouco usados. E outros estavam na reserva,
como Rafael Vaz e Trauco, por queda de rendimento. Entraram os titulares que
não atuaram na final diante do Cruzeiro ou estiveram em campo por menos tempo.
Uma
estratégia diferente de Mano Menezes e Jair Ventura, em Cruzeiro e Botafogo,
que escalaram times com mais força apesar da proximidade de jogos decisivos. O
time mineiro jogou a final na quinta-feira, e o carioca terá as quartas da
Libertadores no meio de semana. Ambos se aproximaram do Flamengo na briga pela
Libertadores. ”A gente não pode deixar um campeonato desse em segundo plano”,
explicou Mano.
Entende-se
que um treinador poupe atletas no Brasileiro por fases agudas de Copas, como
finais. Não no caso de um primeiro jogo de oitavas de final da Sul-Americana. A
não ser que um jogador esteja muito desgastado, mas aí seria um ou outro
titular.
Apesar
de negar prioridade às Copas, Rueda afirmou que rodou seu time para incrementar
o rendimento nos mata-matas. ”A ideia é alternar jogadores para chegar em bom
nível na Sul-Americana e na Copa do Brasil. Temos que saber que o jogo contra a
Chapecoense é difícil também”, analisou.
É
certo que Rueda tinha no Atlético Nacional o hábito de rodar jogadores. Só que
no time colombiano tinha uma forma de jogar consolidada por bom tempo de
trabalho, o que minimizava os efeitos das mexidas. Na equipe carioca, a forma
de jogar do colombiano ainda não está implantada de forma madura.
Sim, o
Flamengo está fora da briga pelo Brasileiro pela distância do Corinthians, mas
briga por uma vaga no G4 que faz toda a diferença para a temporada 2018. Ficar
fora deste grupo significa ter de disputar a Libertadores cedo, ou ficar fora
dela, danos técnico e financeiro pesados.
Como
já observado no caso de Renato, os pontos corridos são uma competição em que dá
para planejar e prever onde seu elenco pode chegar de acordo com seu nível. Ao
Flamengo, pelo grupo que montou, cobra-se o G4. Obviamente que título não é
obrigação, mas ficar entre os quatro é uma meta a ser buscada.
Não
faz sentido trocar isso em favor de uma competição que implica em quatro
mata-matas com a possibilidade de bola na trave, uma falha de goleiro, erro de
árbitro para se chegar a um possível título. Ainda mais se tratando do
campeonato de quarto nível entre as principais do cenário brasileiro, atrás da
Libertadores, do Brasileiro e da Copa do Brasil.
A ver
como Rueda escala o Flamengo nas próximas rodadas para mostrar se de fato as
Copas terão prioridade ou se foi uma opção pontual. Equivocada, na visão deste
blog.

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