As escolhas do Flamengo

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Reinaldo Rueda, técnico do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

GILMAR
FERREIRA
: O fim das eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia devolve as
atenções para a retal final do Brasileiro, que já recomeça com dois cariocas em
campo.

Botafogo
e Vasco têm missões distintas nos jogos de logo mais contra Chapecoense e Avaí,
respectivamente: um joga por vaga no G-4, e o outro disfarça seu suposto
interesse em estar entre os dez primeiros da competição quando na verdade sabe
que a meta real é não terminar o ano no Z-4.
A
uni-los, apenas o desconforto de um calendário mal feito.
PORQUE,
apostem, não tardarão as reclamações para o fato de os clubes agora terem de
disputar as quatro próximas rodadas em dez dias.
Onze
para alguns, como o próprio Vasco, por exemplo.
Um
jogo a cada três dias, martírio que, nos casos de Flamengo, Fluminense, Sport e
Grêmio se arrastará até o dia 19 de novembro por contas dos jogos da
Sul-Americana e Libertadores.
Estes
quatro clubes jogarão quarta e domingo até a antepenúltima rodada.
Quer
dizer: se não chegarem às fases seguintes dessas competições.
É
SIMPLESMENTE um absurdo que os clubes submetam seus jogadores a um calendário
tão desumano.
Nos
casos de Sport e Fluminense, por exemplo, clubes que lutam para não serem
rebaixados, a análise cresce em dramaticidade.
Imagino
a dúvida cruel de ter que escolher entre abrir mão de título sul-americano, que
vale vaga na Libertadores do ano seguinte, ou defender a honra na Série A?
É
tentador o desejo de jogar com a força máxima nas duas frentes, ainda que sob
risco do fiasco total…
AS
ESCOLHAS de Flamengo e de Grêmio são menos trágicas, mais ainda assim de
difícil opção.
Renato
Gaúcho, por exemplo, abriu a semana procurando por aqueles que o criticavam por
ele ter poupado titulares em alguns jogos.
“Agora
que perdemos o Luan (com lesão muscular), não aparece ninguém para dizer que o
treinador estava certo em deixar o jogador de fora nesta ou naquela
partida”, desabafou, lamentando perder o melhor do time, justo na reta
final.
QUE
REINALDO RUEDA e os profissionais do departamento de fisiologia do Flamengo
saibam bem interpretar os sinais o jogo-a-jogo oferecerá ao clube.
Porque
o Fla-Flu de amanhã abre uma série das mais difíceis para o clube em 2017.
Não
será fácil, acreditem, terminar o ano em paz com a torcida e com a
consciência…

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