Demissão em massa no Flamengo

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Não ainda não ocorreu a demissão. Mas um misto de frustração e decepção atingiu a nação rubro-negra e, pasmem, a diretoria rubro-negra que acreditava (?) que teriam resultados melhores no futebol. Porém, como dizia o pensador, insanidade é esperar algo diferente quando se faz sempre a mesma coisa. E foi o que o Flamengo fez.

O Mais Querido conseguiu transformar um dos seus anos mais promissores em talvez, o ano mais decepcionante da sua história. O resultado? Ao invés de estarmos colecionando títulos e vitórias, colecionamos derrotas e um sentimento de incapacidade que atinge e incomoda a torcida rubro-negra.
E ao invés de pensar em manter jogadores ou contratar, o assunto é um só: Quem vai embora no Flamengo no ano que vem? Vai ter demissão em massa?
Não é preciso citar nomes, visto que grande parte deles já é consenso entre toda a torcida rubro-negra. Mas o que nos deixa preocupados é a quantidade deles. Se de 2016 para 2017 falava-se de reforços pontuais, a realidade agora é de reformulação no elenco numeroso.
Investiu-se muito, porém errado, em um elenco capenga, recheado de opções em um ou dois setores e carente em outros. Passamos praticamente todo o ano sem goleiro e, pelo menos, essa é uma posição que ficaremos tranquilos para o próximo ano.
Na zaga temos é a possível aposentadoria de Juan, que foi de forma covarde e inexplicável, preterido durante grande parte do ano para o contestável Rafael Vaz. Precisaremos de mais um ou dois zagueiros que cheguem com capacidade de serem titulares.
As laterais são outra grande incógnita. A direita mostrou-se abaixo das expectativas e é outro setor que precisa de um reforço de alto nível. Já na esquerda também não temos segurança nos nomes que ali estão e pode ser mais um setor a precisar de contratação.
Começamos o ano com a expectativa de termos o meio de campo dos sonhos, mas vivemos um pesadelo durante grande parte dele, com o medíocre Márcio Araújo sendo o nome inconteste do meio. Perdemos mais da metade do ano, assim como seu companheiro Willian Arão, que até hoje alterna bons e péssimos momentos. E o que falar de Rômulo? Bem… melhor não falar!
Alguém lembra que ainda temos Conca no elenco? Contudo, o argentino só serve para disputar coletivos. Hoje ganha seu salário para participar de jogos-treinos pelo Flamengo. Ainda tem Geuvânio que não vi estrear pelo clube. Aliás… alguém viu? E Gabriel, que já vai para 5 (!!!) anos na equipe?!
E os pontas? (que ainda não entendo como ninguém percebeu que são peças nulas e manjadas no esquema atual) Jogadores que cumprem função, que marcam laterais, mas que efetivamente mais atrapalham que ajudam no ataque. Consequentemente nosso centroavante, que já mostrou ao longo de sua carreira não ser goleador, não tem com quem tabelar ou para quem passar, e assim perde sua principal função: fazer o pivô.
E por aí disputamos uma final de Copa do Brasil com um meia improvisado, enfrentamos jogos importantes sem atacantes e com os nossos “esforçados” pontas.
Enfim, goleiro, zagueiro, lateral-direito, 2º volante, atacante, centroavante. Uma lista grande de reforços para o próximo ano, uma provável demissão em massa, que evidencia um grande erro na formação do elenco deste ano. Plantel este montado pelo diretor executivo Rodrigo Caetano, que mais uma vez tem a oportunidade de montar um grande time e alcança resultados pífios.
Mas estes são apenas sintomas de uma diretoria que se perdeu, mostrou ser paternalista e não entendeu que no futebol se vivem de resultados e não de grife, promessas e nomes.
O Flamengo nos próximos três jogos pode acabar com seu ano de forma melancólica e revoltante, sem títulos de expressão e sem a vaga na Libertadores em um campeonato com sete vagas. (!!!)
Mas, ainda segundo a diretoria do Flamengo, o ano é bom e uma hora os resultados vão aparecer. Porém, a realidade é que tudo o que foi feito deve ser repensado. A estratégia deve ser mudada e, principalmente, nomes devem ser trocados.
É incompatível com a grandeza do Flamengo e o investimento realizado, termos resultados tão insignificantes e acumularmos vexames como estamos nesta temporada.
Não se trata de dinheiro se trata de identidade, DNA, raça e principalmente respeito a camisa do Flamengo. Estamos em vias de três clássicos. Neste momento, mais do que nunca, é necessária uma intervenção. Ou vencemos os três jogos e respiramos um pouco, ou já pode começar a demissão em massa de grande parte do elenco que já se mostrou muito abaixo das tradições rubro-negras.
Três jogos! Oou vencemos, ou o ano de 2018 começa mais cedo na Gávea.

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