Flamengo e Fluminense com modestos objetivos opostos

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Vinicius Júnior em Flamengo x Fluminense – Foto: Gilvan de Souza

BOTECO
DO FLA
: por Mercio Querido

Olá,
gente amiga do Boteco. Aproveitei o período sem jogos do Brasileirão para uma
pequena pausa nas atividades do Nosso Bar, enquanto me deleitava com mais um
belo punhado das decepções constantes impostas a esse coração que, além de
rubro-negro, cai de amores pela Seleção Holandesa. Confirmada a mais que
anunciada tragédia da eliminação da Copa Da Rússia, voltemos aos campos
tupiniquins.
Simbólico
o Fla retornar aos gramados pelo Brasileirão em pleno Dia das Crianças. Remete
à forma infantil como tratou a disputa desde o seu início, priorizando outros
brinquedos/competições que acabaram se escangalhando e ficando pelo caminho.
Uns arrebentados precocemente como a Libertadores, e outros com duração mais
longa como a Copa do Brasil, que acabou danificado também após a brincadeira de
mau gosto chamada “stratégie”.
Com
Diego e Vinícius Jr dodóis e sem condições de jogo, e também com os desfalques
de Cuéllar, Trauco e Guerrero, que foram brincar de “filminho” nas
Eliminatórias da Copa, com um curioso Final Feliz para todos os três com
colombianos dentro e peruanos apenas esperando a derradeira pelada contra a
Nova Zelândia para confirmar presença na Rússia, o Flamengo de Rueda teve dez
dias para arrumar a casinha e, como “brincou” Everton Ribeiro (espero que tenha
sido uma piadinha) “voltar forte para a temporada”.
Se por
um lado nas entrevistas pós-jogos piores que os jogos o técnico sempre
declarava estar vendo uma evolução na equipe, as palavras o traíram ao declarar
que nesses dias precisou ajeitar “apenas” o posicionamento defensivo e as
jogadas ofensivas. Ou seja… Tudo.
Do
lado de lá… Do lado de lá… A coisa não está para brincadeiras. Protesto no
aeroporto, exoneração do vice de futebol, recusa do Parreira convidado para
assumir o cargo, a boa e velha reunião com as organizadas que sempre acontece
em períodos de crise. Um caos. Brincando de gangorra na temporada, indo do bom
desempenho inicial do “time jovem e cheio do tal DNA de guerreiros” para a
situação de brincar de Polícia & Ladrão com o Z4, o fluminenCe pode
terminar a rodada vendo o Sport Recife pular carniça e empurrar a Nobreza do
Laranjal para a toca do bicho-papão. Não poderão jogar bola logo mais Henrique,
Orejuela e Wellington Silva.
Na
temporada já foram cinco confrontos, com 3 empates e duas vitórias para o nosso
lado. O sexto jogo no ano já serve inclusive como ensaio para as futuras breves
brincadeiras entre as duas instituições, com dois jogos chegando pela
Sul-Americana.
Nosso
game é a busca por uma vaga ao sol no G4, evitando a perigosa brincadeira de
dar start em 2018 com jogos de mata-mata na Liberta. Com recursos financeiros
escassos e sem um trocado nem pra comprar doce na barraca do Seu Zé, o
fluminenCe tenta desesperadamente evitar nos campos uma queda para a Série B.
Com o agravante de que sem dinheiro não deve rolar brincar de “Comigo Não Tá” e
nem de “Pula-Pula”, diversões muitos costumeiras em tempos abastados e idos nas
Laranjeiras, quando papai era rico e papai dava dinheiro.
Cinco
da tarde de um domingo de mentirinha a bola rola. Dia da Cidade Maravilhosa se
esbaldar em uma das brincadeiras favoritas do carioca, e que se quebrou após o
“crescimento” imposto pela passagem do Devastador raio Fifetizador por essas
terras: As Tardes de Futebol no Maracanã. Êêêêêêê… Nostalgia danada da nossa
infância. Segue o jogo.
Bora
torcer.
Isso
aqui é Flamengo.

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