Kalil diz que maior rival do Atlético-MG é o Cruzeiro, não o Flamengo

135
Alexandre Kalil – Foto: Jair Amaral/EM/D.A Press

SUPER
ESPORTES
: O ex-presidente do Atlético e atual prefeito de Belo Horizonte,
Alexandre Kalil, como de costume, soltou o verbo em declarações sobre futebol.
Em entrevista ao ‘Bola da Vez’, da ESPN, o antigo mandatário alvinegro fez
comentários e analisou o cenário do esporte no Brasil, além de destacar vários
assuntos ligados ao clube do seu coração. Entre as falas mais fortes do agora
político, destaques polêmicos sobre o momento do Galo na temporada, e disputa
da Primeira Liga e, claro, a rivalidade com o Cruzeiro.

Questionado
sobre o surgimento e crescimento da rivalidade entre Atlético e Flamengo na
década de 1980 e sobre a dificuldade em escolher para quem torcer na final da
Copa do Brasil deste ano, Kalil foi enfático e ressaltou a disputa entre os
dois maiores clubes de Minas Gerais.
“Como
só existia Atlético e Flamengo (no início da década de 1980), se estabeleceu
uma grande rivalidade, mas que não chega nem perto de Flamengo e Vasco e de
Atlético e Cruzeiro”, disse Kalil, que ainda enfatizou sua torcida contra o
rival estadual. “Deixa eu te explicar uma coisa, para ser muito franco. Não põe
a rivalidade do Cruzeiro no patamar da do Flamengo. Não tem cabimento. No dia
que um cruzeirense falar que torceu pro Atlético porque jogou com outro, é
mentira. Se jogar contra o capeta, vamos torcer para o capeta.”
Entre
respostas sobre o futebol nacional, divisão de rendimentos, patrocínios e
calendário, Kalil detonou a Primeira Liga. O ex-presidente atleticano disse não
ligar para a disputa do título entre Atlético e Londrina, nesta quarta-feira,
no Estádio do Café. “Tem que botar um baita executivo na Primeira Liga. Que
morreu. Foi enterrada. Como eu previ que ia ser se não tivesse um cara tomando
conta. Não vale nada. Nós queremos é ganhar do São Paulo domingo”, disparou.
O
troféu da Primeira Liga pode ser o segundo título do Atlético na atual temporada
– o clube venceu o Campeonato Mineiro no primeiro semestre. Sem grandes
conquistas nos últimos anos, desde que Kalil deixou a presidência, o Galo vive
um ano de contestações ao elenco e à diretoria.
“Muito
ruim. Falo com o presidente (Daniel Nepomuceno)”, disse Kalil, que negou
influência em decisões no Alvinegro.
Numa
temporada aquém das aspirações, o Atlético está sendo comandado pelo terceiro
técnico no ano. Oswaldo de Oliveira substituiu Rogério Micale que, por sua vez,
ocupou o cargo que era de Roger Machado.
“A
gente tem influência no Atlético, claro que tem. Seria estupidez falar que não
tem. Mas na diretoria não. O grande problema de clube de futebol é o
ex-presidente achar que vai mandar. É o princípio do desastre. Eu não fui
consultado em nada no Atlético em três anos. Quando fui, falei o que eu achava
que tinha que fazer. Dei o meu palpite, quando procurado. Eu aprendi com o meu
pai, se você sai da cadeira, sai”, ponderou.

COMENTÁRIOS: