Kleber Leite cobra Diego, Éverton Ribeiro e Vinícius Jr contra Ponte

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Vinicius Júnior, do Flamengo, chutando – Foto: Gilvan de Souza

KLEBER
LEITE
: Após os jogos deste final de semana, o que se conclui com extrema
facilidade é que a emoção que reserva o final deste Campeonato Brasileiro está
na parte de baixo da tabela, onde a diferença entre uma quantidade
significativa de ”candidatos” ao rebaixamento é absolutamente insignificante e,
neste bolo estão quatro grandes clubes.

No
jogo das quatro da tarde optei por ver a partida do Fluminense. Queria ver como
está o nosso adversário nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Aliás, além
dessa decisão em dois jogos, teremos outro Fla-Flu, desta feita pelo Campeonato
Brasileiro. O Fluminense, após o jogo de amanhã contra a Ponte Preta, será o
nosso próximo adversário no Brasileirão.
Hoje,
o Fluminense – que perdeu para o Grêmio por 1 a 0 – foi muito mal. O primeiro
tempo, que terminou 0 a 0, foi uma grande mentira. Diego Cavalieri, reassumindo
a condição de titular, operou pelo menos quatro milagres. No segundo tempo, o
Fluminense voltou melhor, mas mesmo assim, ainda ruim. Pelo que vi, aconselho
aos meus amigos tricolores que estoquem Rivotril… O fantasma do rebaixamento
está namorando o tricolor carioca…
No
sábado, vi o empate do Vasco com a Chapecoense e, ao final do jogo que terminou
empatado em 1 a 1, algumas conclusões ficaram claras.
O
futebol brasileiro está muito parelho e nivelado por baixo. Um time pequeno bem
arrumado consegue encarar a maioria esmagadora dos times grandes. O motivo é
simples: falta de talento. Quando um time se fecha todo, como a Chape fez
contra o Vasco, este ferrolho só pode ir para o espaço se o time adversário
tiver jogadores diferenciados. Como o Vasco só tem um…
Esta
linha de raciocínio me remete ao Flamengo. Neste deserto de grandes talentos,
como não se colocar para jogar Diego, Éverton Ribeiro e Vinícius Júnior?
E,
antes que alguém venha dizer que Vinícius Júnior é muito garoto e, quando têm entrado
não tem jogado o que dele se espera, contra-argumento, afirmando que não se
abre mão de talento, quanto mais nos dias de hoje. Vinícius Júnior sentindo
apoio e tendo crédito do treinador, vai ganhar confiança e, jogar o que já
vimos na Seleção Brasileira.
Em
síntese, hoje em dia, desperdiçar talento é pecado mortal.
Me
explico, señor Rueda?

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