Lomba crê em autonomia, mas relembra: “A palavra é do Bandeira”

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Ricardo Lomba assumiu a vice-presidência de futebol do Flamengo em um momento turbulento. A perda da Copa do Brasil fez com que o ânimo do torcedor, já abalado pelas sequelas da trafica eliminação na fase de grupos da Libertadores, ficasse ainda mais aflorado. As críticas ao presidente Eduardo Bandeira de Mello, que acumulava a chefia do futebol desde à prisão de Flávio Godinho, estavam cada vez maiores.

Na tentativa de sair da rota de colisão com torcedores, Bandeira nomeou Ricardo Lomba como VP de Futebol. A decisão tem menos de vinte dias. Pouco tempo para a nova chefia conseguir fazer mudanças profundas, que terá respaldo e autonomia da presidência.

“O regime do clube é presidencialista. A palavra é do Bandeira, fui nomeado por ele. E, em qualquer momento que achar que não estou contribuindo, ele me tira sem problema nenhum. Mas quando você faz essa divisão das pastas, eu entendo que cada vice-presidente tem que ter a sua autonomia para trabalhar. Mas nunca esquecendo que você tem um chefe. Não posso, por mim, tomar decisão sem conversar com o Bandeira”, afirmou Lomba, em entrevista ao globoesporte.com

Amigo de longa data de Bandeira, Ricardo pretende envolver o mandatário em todas as suas decisões.

“Temos uma relação excelente, conheço o presidente há muito tempo. Tenho certeza que ele, ao me convidar, jamais passaria pela cabeça algo como: ”Ocupa ali um pouquinho para colocar as costas no meu lugar, mas quem continua mandando sou eu”. Porque tenho certeza que ele sabe que eu jamais aceitaria isso. Se me colocou, confia em mim e credita em mim alguma possibilidade de ajudar o Flamengo de alguma forma. A autonomia que ele dá aos demais vice-presidentes, me dará também. Mas faço questão de envolvê-lo nas decisões pelo regime que temos no clube”, finalizou.
Fonte: Coluna do Flamengo

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