Nação do “Predador”: Peru aposta em Guerrero por retorno à Copa

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Paolo Guerrero comemorando gol pela Seleção do Peru – Foto: Divulgação

GLOBO
ESPORTE
: Polônia 5 x 1 Peru, dia 22 de junho de 1982, em Vigo, na Espanha. Essa
foi a data da última partida da seleção peruana em uma Copa do Mundo. Na noite
desta terça, às 20h30 (de Brasília), em Lima, o país aposta em Paolo Guerrero
contra a Colômbia, jogo que poderá render ao país a volta à maior competição do
futebol após mais de 35 anos.

Dos
convocados por Ricardo Gareca – um argentino que pode tirar o próprio país da
Copa – o atacante do Flamengo é o mais velho (33 anos). Porém, nem ele era
nascido quando a seleção de Teófilo Cubillas (maior jogador da história do
Peru) entrou em campo pela última vez na competição.
Maior
artilheiro da história da seleção peruana, Guerrero pode se consolidar como
maior ídolo na era pós-Cubillas e fazer jus à idolatria que os compatriotas têm
por ele, já que esta será a primeira “conquista” do atacante pelo seu
país.
O
“Predador” – como Guerrero é conhecido no Peru – é manchete de todos
os jornais locais. Tamanha devoção ao capitão de Gareca é explicada nos
números. Nos 85 jogos pela seleção, 33 gols, cinco nas Eliminatórias para a
Rússia. Tudo isso faz do atacante a maior esperança de
uma nação que espera o retorno ao Mundial.
– Será
uma partida muito difícil, a final que todos sempre esperamos jogar. Mas ainda
falta uma decisão e temos que estar com a humildade de sempre, trabalhar do
jeito que temos feito. É pensar na Colômbia e tentar alegrar todos os
torcedores, porque essa equipe luta por todas as bolas. É o jogo mais
importante para nós – destacou Guerrero, logo após o apito final na Bombonera,
no empate em 0 a 0 contra a Argentina.
Para
se classificar diretamente para a Copa, basta o Peru vencer a Colômbia em casa.
Se empatar, o time de Guerrero e Gareca tem que torcer no máximo para um empate
da Argentina contra o Equador, em Quito, e um empate do Paraguai, em Assunção,
contra a Venezuela. Em caso de derrota, os hermanos têm que perder e os
paraguaios não podem vencer.

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