Nunca se viu tanto jogo ruim no Brasil

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Flamengo x Cruzeiro com direito a mosaico na final da Copa do Brasil 2017 no Maracanã
Foto: Buda Mendes/Getty Images

MAURO
BETING
: A Seleção não tinha bons desempenhos em um grande espaço de tempo desde
2005, com Parreira. Para não dizer que não só os resultados mas também o
futebol do Brasil de Tite impressiona pela constância e consistência como não
se via desde a primeira Era Telê, de grandes partidas do Mundialito no Uruguai
em 1981 até a Copa-82.

Desde
que Charles Miller chegou ao Brasil com as pelotas inglesas são se via tamanho
futebolixo nos campos nacionais. Mesmo com a fabulosa campanha do turno do
Corinthians, o returno alvinegro é fraco. Queda de produção técnica que só não
se pode dizer que seja preocupante – para o corintiano – porque o Timão tem
vezes que perde o jogo e parece que ainda assim abre três pontos sobre os
rivais. Todos eles jogam mal.
O
Grêmio ainda se justifica. Tem Libertadores. Mas já jogou melhor. O Santos não
se explica. Joga mal o ano todo. E segue bem – na tabela. Palmeiras, Flamengo e
mesmo o Cruzeiro pentacampeão da Copa do Brasil seguem a mesma toada de toalha
jogada sem chance e sem bola condizentes aos elencos que têm. Sobretudo os
decepcionantes Palmeiras e Flamengo. Para não citar o Galo.
Nunca
vi tantos jogos ruins. Jogadores que não são ruins jogando pouco. Tantas
discussões vazias a respeito. Tantos treinadores ameaçados por nada ou pelo
nada que seus times jogam.
Só não
é mais preocupante porque a Seleção de brasileiros que brilham lá fora é ótima.
Mas
também só reforça os olhos que não veem o próprio lar e nossas cores. Só
conseguem ver o belo distante. Como um sonho que não tem berço. Só a fase
adulta.
Pulamos
etapas perigosas. Não criamos base. A casa cai.

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