Ronaldo projeta volta ao Flamengo, mas diz: “Não adianta não jogar”

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Ronaldo, volante do Atlético-GO – Foto: Paulo Marcos / Assessoria ACG

ESPORTE
INTERATIVO
: O volante Ronaldo, do Flamengo e emprestado ao Atlético-GO, falou
com exclusividade ao Esporte Interativo. A promessa da Gávea, que vive a
primeira sequência no futebol profissional, falou sobre a decisão de deixar
temporariamente o Rio de Janeiro, além das primeiras impressões no novo clube.

Como avalia, pessoalmente, o seu início no
Atlético? Chegou e tomou a posição rapidamente. Esperava por isso?
“Está
sendo fantástico. Fui muito bem recebido pelos companheiros e a comissão. Todos
passaram confiança. Eu vim com a meta de aproveitar as oportunidades, e acabei
indo bem contra o Bahia e dando andamento. Está sendo incrível poder jogar a
Série A”.
A decisão vai dando certo, mas uma mudança
de clube é sempre complicada. O que pensava no momento da decisão? A ideia veio
de você ou do clube?
“É
difícil tomar essa decisão. Até porque eu estava no Flamengo. É bom, mas até
certo ponto. Não adianta não estar jogando e não poder aparecer. Tínhamos um
planejamento de jogar mais no primeiro semestre. Conversei com meus empresários
que deveria sair para ganhar mais experiência. O Atlético entrou em contato,
falamos com o Rodrigo e ficou definido. Está sendo importante para mim. Tenho
certeza que vou voltar mais experiente para o Flamengo ano que vem”.
O que essa chance de atuar mais está
contribuindo para o seu jogo? O que já tirou de experiência?
“No
treino, é um pouco menos dinâmico. O treino é muito importante, mas é diferente
do jogo. Podendo jogar e tomar decisões, é diferente. É mais rápido, não pode
dar mole… Até porque os adversários são de qualidade. É uma experiência boa
marcar jogadores de qualidade, jogar contra equipes difíceis, jogar contra os
melhores da Série A”.
O Flamengo trocou de treinador e você não
teve muito tempo de mostrar serviço. Acha que poderia ter ficado mais para
tentar ganhar moral com a nova comissão?
“Quando
tomei a decisão, foi um pouco antes de a comissão chegar. Acabou que trocou a
comissão. Esperei um pouco, conversei com a minha família e meus empresários,
para dar uma segurada. Não aconteceu, e aí a gente acabou pensando no
empréstimo. Creio que foi uma decisão certa, vai me ajudar muito para voltar
mais forte”.
Apesar de ainda ter poucos jogos, você é
bastante conhecido e pedido por torcedores. Por que acha que conquistou isso?
“A
Copa São Paulo que eu fiz ajudou, teve uma visibilidade muito grande. Para mim
e muitos que estão no profissional. Fiz poucos jogos com a camisa do Flamengo,
mas essas oportunidades eu aproveitei, acho que fui bem. Fico feliz por isso,
por em poucos jogos ser elogiado e lembrado pela torcida (do Flamengo).
Trabalho com humildade, foco no que estou fazendo. Assim, tem tudo para dar
certo. Espero que seja só o começo, que eu possa ganhar títulos de
expressão”.
Quem é seu jogador preferido ou espelho na
função? Em quem se inspira?
“Um
cara que eu sempre citava era o Iniesta, pela tranquilidade, frieza… Mas, com
uma característica parecida com a minha, eu cito o Toni Kroos. É muito frio,
joga como se estivesse em casa. E já ganhou tudo. Procuro ver sempre o
posicionamento dele. Ele não é muito rápido, mas se coloca bem e está sempre
perto da bola”.
Onde planeja estar em cinco ou 10 anos?
Como vê o seu futuro ideal no futebol?
“Eu
penso alto. Tudo no seu tempo, mas confio muito no dom que Deus me deu e
procuro melhorar. Espero estar na Seleção e em um clube na Europa. Um Real
Madrid, PSG, City… Me esforço a cada dia, para que as coisas deem certo.
Quero ir para a Seleção, jogar uma Copa do Mundo, ganhar títulos na Europa
também. Antes disso, queria muito jogar com a camisa do Flamengo e ganhar
títulos com o Flamengo. Esse é o meu plano, mas nunca sabemos do futuro”.

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