Após reclamações de cansaço, Flamengo revê planejamento e espera dar mais ritmo aos titulares.

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O Flamengo criou um planejamento no início da pré-temporada e seguiu à risca. Estava no plano poupar, treinar, para poder focar na Copa Conmebol Libertadores. No entanto, a estreia frustrante contra o River Plate, da Argentina, mostrou que a equipe principal precisava ter entrado em campo mais vezes. Tanto que o técnico Paulo César Carpegiani transferiu a responsabilidade do empate ao cansaço de alguns atletas e ao conjunto pouco afinado. Inclusive, o treinador chegou a questionar e lamentar não poder usar alguns jogadores no Fla-Flu, devido a desgastante viagem para Cuiabá, o que fez com que pairasse uma dúvida em cima do que fora planejado. Agora, para o clássico contra o Botafogo, pela Taça Rio, no próximo sábado (03), Carpegiani pensava em poupar os titulares, contudo, mudou de ideia e deve usar o que tiver de melhor à disposição.
Os números de partidas dos titulares mostram que houve até um equilíbrio de atuações desde a reapresentação, dia 14 de janeiro. O que não houve foi repetição do time. Dos dez jogos até aqui em 2018, a escalação mais próxima da usada contra o River foi frente ao Botafogo, na semifinal da Taça Guanabara. Na ocasião, Cesar e Cuéllar ainda jogaram. Grande parte dos titulares também entraram em campo diante de Madureira e Nova Iguaçu. No mais, formações alternativas foram lançadas com o objetivo de preservar as principais peças em pré-temporada. Tirando Renê, com oito jogos, Paquetá e Jonas, com sete, e Everton Ribeiro, com seis, nenhum titular fez mais da metade das partidas. Os que menos jogaram foram Diego Alves e Juan, três atuações cada. Rever e Dourado atuaram em quatro. Everton, que saiu por cansaço, em cinco, assim como Pará e Diego.
Questionado se a estratégia de preservar os principais atletas era realmente a correta, o médico do Flamengo, Márcio Tannure, sustentou que a ideia era sim dar tempo de treino na pré-temporada aos jogadores que se apresentaram depois. E que, por isso, a performance ideal só será alcançada depois de mais alguns jogos.
– Não foi o fato de terem chegado mais tarde, e sim que todo atleta requer um tempo para chegar no ápice de performance. Este índice demora de três a quatro meses para ser alcançado após o início da temporada. Então, claro que eles não se encontram ainda no melhor de suas performances, no ápice – avaliou o chefe do Centro de Excelência em Performance.
Tannure, contudo, garante que o nível físico dos jogadores é bom. As saídas de Everton e Jonas cansados foram consideradas circunstanciais, pois a dupla normalmente se desdobra mais em campo. O ritmo e jogo, ele admite, requer mais partidas realmente.
– Demora um pouco para chegar na curva máxima de performance. E não foram poupados em muitos jogos, como dizem. Estavam em pré-temporada ainda, justamente por terem se apresentado depois e, por isso, não jogaram o início do Estadual. Única partida em que foram poupados foi contra o Fluminense – reforçou o médico.
A equipe se reapresentou na quinta-feira (01) e os jogadores reservas participaram de um jogo treino contra o Resende Esporte Clube. A movimentação foi vencida pela equipe rubro-negra por 2 a 0. Agora, o time visa o confronto do próximo sábado e espera se reabilitar, pois, nos dois últimos jogos o Mais Querido empatou um, contra o River Plate, e perdeu outro, contra o Fluminense.
Por Coluna do Flamengo

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