Ao mudar todo o seu departamento de futebol, a diretoria do Flamengo reconheceu que havia um problema na condução do time. Não à toa. Levantamento feito pelo blog com base nas demonstrações financeiras do clube mostra que R$ 157 milhões foram investidos em contratações nos últimos três anos, o que inclui direitos econômicos, comissões e luvas. Os gastos com futebol dobraram, e o resultado foi a conquista de um único título estadual. Na quinta-feira passada, após a eliminação para o Botafogo no Estadual do Rio, a diretoria do Flamengo demitiu o diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano, que estava no clube há três anos e quatro meses. Junto com ele caíram o técnico Paulo César Carpegiani e outros membros da comissão. Pouco depois, o Flamengo publicou seu balanço de 2017. O documento revela um clube saudável financeiramente, com receita recorde e redução significativa de dívida. Em contrapartida, mostra um crescente investimento no futebol justamente no período de Caetano, que assumiu em dezembro de 2014. Resultado da negociação de Vinicius Jr, a renda de R$ 623 milhões é recorde para um clube brasileiro. Como consequência, o clube gastou R$ 64,8 milhões em contratações durante o ano de 2017, entre direitos econômicos, luvas e comissões. O maior volume foi com Everton Ribeiro, que saiu por R$ 31,7 milhões. No ano anterior, em 2016, o investimento foi de R$ 39,2 milhões. Esse valor é resultado de uma mudança contábil feita pelo Flamengo no ano passado, seguindo nova orientação da Apfut e do conselho de contabilidade. Com a nova prática, foi excluída a contabilização de direitos de imagem no intangível do clube. As demonstrações de 2015 registram uma adição de direito federativo bem menor, de apenas R$ 4,6 milhões. Nesse ano, é preciso incluir na conta R$ 22,6 milhões em direitos de imagem que são basicamente as luvas pagas a Paolo Guerrero, maior contratação daquele ano. Portanto, o número é de R$ 27,2 milhões.

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Ao mudar todo o seu departamento de futebol, a diretoria do Flamengo reconheceu que havia um problema na condução do time. Não à toa. Levantamento feito pelo blog com base nas demonstrações financeiras do clube mostra que R$ 157 milhões foram investidos em contratações nos últimos três anos, o que inclui direitos econômicos, comissões e luvas. Os gastos com futebol dobraram, e o resultado foi a conquista de um único título estadual.

Na quinta-feira passada, após a eliminação para o Botafogo no Estadual do Rio, a diretoria do Flamengo demitiu o diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano, que estava no clube há três anos e quatro meses. Junto com ele caíram o técnico Paulo César Carpegiani e outros membros da comissão.

Pouco depois, o Flamengo publicou seu balanço de 2017. O documento revela um clube saudável financeiramente, com receita recorde e redução significativa de dívida. Em contrapartida, mostra um crescente investimento no futebol justamente no período de Caetano, que assumiu em dezembro de 2014.

Resultado da negociação de Vinicius Jr, a renda de R$ 623 milhões é recorde para um clube brasileiro. Como consequência, o clube gastou R$ 64,8 milhões em contratações durante o ano de 2017, entre direitos econômicos, luvas e comissões. O maior volume foi com Everton Ribeiro, que saiu por R$ 31,7 milhões.

No ano anterior, em 2016, o investimento foi de R$ 39,2 milhões. Esse valor é resultado de uma mudança contábil feita pelo Flamengo no ano passado, seguindo nova orientação da Apfut e do conselho de contabilidade. Com a nova prática, foi excluída a contabilização de direitos de imagem no intangível do clube.

As demonstrações de 2015 registram uma adição de direito federativo bem menor, de apenas R$ 4,6 milhões. Nesse ano, é preciso incluir na conta R$ 22,6 milhões em direitos de imagem que são basicamente as luvas pagas a Paolo Guerrero, maior contratação daquele ano. Portanto, o número é de R$ 27,2 milhões.

Nos últimos dias de 2014, o Flamengo ainda fechou a contratação de Marcelo Cirino, com o empréstimo com o Doyen de € 3,5 milhões, como registrado no balanço. No total, esse valor ainda não pago está em R$ 15 milhões. Há uma renegociação do caso. Foi a primeira grande contratação do clube, que deu início à série de investimentos.

Por fim, já em 2018, o Flamengo investiu R$ 11 milhões em Henrique Dourado, valor a ser pago ao Fluminense. Somados esses três anos e quatro meses, o clube chegou ao total de R$ 157 milhões em direitos federativos, luvas e comissões.

Todas essas operações foram feitas na era de Rodrigo Caetano como direito-executivo de futebol do clube. As principais receitas de vendas de atletas foram da divisão de base, Vinicius Jr. e Jorge. Vindos de fora, foram negociados Mancuello, Donatti e Hernane, que não foi pago.

Para além dos gastos com contratações, o Flamengo mais do que dobrou as despesas com seu departamento de futebol nesses últimos três anos. Em 2015, o total investido em salários e despesas em geral era de R$ 133,8 milhões, excluídas depreciações e amortizações. No ano passado, esse valor atingiu R$ 287 milhões, considerado o mesmo critério, ou seja, um crescimento de mais de 100%.

Ressalte-se que esse aumento de investimento no futebol brasileiro foi sustentável por conta do crescimento de receitas. Tanto que, ao mesmo tempo, o clube reduziu sua dívida privada. Só no ano passado, o débito por empréstimos caiu de R$ 112 milhões para R$ 45 milhões. As dívidas privadas caíram para um quarto neste período e caminham para acabar.

Dívidas com Romário, Ronaldinho, Consórcio Plaza e Odebrecht foram resolvidas no período, além de o clube ter incluídos todos seus débitos públicos no programa Profut. O Flamengo até saiu do ato trabalhista por quitar a maior parte de sua dívida na área.

Sobra caixa no Flamengo, portanto, graças à eficiente gestão econômica da diretoria. Mesmo assim, o clube ganhou apenas um Estadual nestes três anos, menos até do que o Vasco, clube que vive uma situação financeira complicadíssima com salários e impostos atrasados.

Reprodução: Blog do Rodrigo Mattos | Uol Esporte

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