Marcelinho fala sobre elenco, vitória e a guerra que espera para o jogo 4, em Mogi

172
Não havia outra possibilidade. O Flamengo tinha que vencer o Mogi na terceira partida da semifinal do Novo Basquete Brasil, ou entraria de férias mais cedo do que o planejado. Depois das duas derrotas anteriores, além do talento, a raça precisaria aparecer durante 40 minutos em quadra. E nesse momento, o lado tático acaba dando mais espaço para a experiência, a vivência, a força e a mente dos jogadores.
Deu certo. Uma vitória para lavar a alma e mostrar que o Orgulho da Nação nunca esteve morto. Com uma grande atuação coletiva, o Mengão venceu por 71 a 64 e empurrou a decisão para Mogi das Cruzes. O quarto jogo será sábado, às 14h, com transmissão pela Band e pelo Sportv.
Entre tantos jogadores experientes e rodados, o principal do grupo, o capitão Marcelinho Machado, estava muito orgulhoso da forma que a equipe atuou. Com apenas dois dias da derrota no segundo jogo para este, o trabalho de treino tático foi substituído por muita conversa e a figura do Capitão foi crucial para a vitória. O camisa 4 falou com o grupo antes e durante o jogo e viu os jogadores entenderem perfeitamente o significado da partida.
“Era uma situação de vida ou morte. Foi isso que passei para o grupo. Todo time tem problemas e todo time se encontra em situações difíceis em algum momento. Falamos sobre o que a gente ia fazer para reverter. A gente conversou sobre isso ontem e mostramos a nossa cara. Se vamos para a final ou não, é outra questão. Mas to muito orgulhoso que no momento crucial o time mostrou sua cara e to muito feliz com isso”, disse Marcelinho logo após a partida, que poderia ter sido sua derradeira na carreira. Se ele tinha medo disso?
Não é um situação inédita. Flamengo e Mogi já viram esse filme antes. Na temporada de 2016, os times foram para o jogo quatro, em Mogi das Cruzes, em cenário idêntico. Vantagem dos paulistas por dois a um, jogo na casa deles e o Mengão precisando vencer e trazer a decisão para o Rio. No último segundo, com o placar marcando 93 a 91 para o Mais Querido, o Mogi foi para o ataque, mas Marquinhos meteu um block de cinema e acabou a partida.
A vitória de ontem está na memória de Marcelinho. Porém o Capitão prefere pensar no futuro e ressalta que um fator novo apareceu depois do triunfo nesta segunda-feira: a confiança.
“A gente já passou por essa situação antes. Não faz muito tempo, a gente precisava ganhar o quarto jogo lá para decidir em casa. Basquete é um jogo de confiança e hoje nós recuperamos a confiança que talvez tivéssemos perdido nos dois primeiros jogos”
Em sua última temporada, Marcelinho tem a honra de atuar com Marquinhos, JP Batista, Olivinha, Anderson Varejão e outros grandes jogadores que, juntos, formam um Flamengo coeso e unido. Essa união se viu em toda a temporada e, principalmente, nesta noite. Sempre preciso e direto nas palavras, o craque não poupou elogios sobre o grupo rubro-negro.
“O esporte serve muito para mostrar o caráter das pessoas. A gente vive muito as relações e me sinto muito orgulhoso em ser capitão desse time. E como te falei antes, era um momento de vida ou morte. Podemos ter uma situção que não esteja legal aqui ou ali, mas fechamos as mãos e jogamos. Se a gente vai passar pra final ou não, não sabemos o futuro. Mas que eu tenho muito orgulho desse time, eu tenho. Desde o início da temporada, como um apoia o outro, e é assim que a gente vai produzir para buscar essa vitória lá”, concluiu.
Marcelinho agora se prepara, junto com o time, para adiar sua aposentadoria e avançar à final. No sábado tem o Capítulo 4 da batalha. Jogo a jogo, bola a bola, #TemQueAcreditar.
Reprodução: Site oficial do Flamengo

COMENTÁRIOS: