Maurício Barbieri diz que ainda conta com Henrique Dourado

Henrique Dourado na academia do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza

Que o mês de agosto será desgastante para o Flamengo por causa da quantidade de jogos ninguém duvida ou esconde. Mas chama a atenção o fato de que, mesmo com a necessidade de dosar a minutagem do elenco por causa do intervalo curto entre partidas, um jogador que demandou investimento de R$ 11,5 milhões não entre no radar do técnico Maurício Barbieri para entrar em ação. Trata-se de Henrique Dourado.

As ceifadas ficaram escassas na temporada a ponto de o atacante nem sequer ser relacionado para o banco de reservas no jogo contra o Cruzeiro, pela Libertadores.

A última vez que o atacante entrou em campo foi no empate com o Santos, pelo Brasileiro, no dia 25 de julho. E olha que ele só entrou em campo aos 42 minutos do segundo tempo. Desde a retomada do calendário pós-Copa do Mundo, foi apenas essa a porção de degustação que Henrique Dourado teve em campo.

O atacante rubro-negro não faz um gol desde o clássico contra o Fluminense, no dia 7 de junho. De lá para cá, o Flamengo já fez nove partidas. Mesmo assim, Dourado é um dos artilheiros do time na temporada, com nove gols. Ele fica atrás de Vinícius Júnior, que já se mandou para o Real Madrid e fez dez.

Dourado perdeu espaço com a chegada do colombiano Uribe, mas vê um concorrente se mandar do clube: Paolo Guerrero. Ao mesmo tempo, o jovem Lincoln ganha moral e mais minutos de ação em campo. O atacante de 17 anos, por exemplo, fez o gol que evitou a derrota do Fla diante do Grêmio, no jogo de ida pela Copa do Brasil. Mesmo quando tinha o status de titular, Dourado já era substituído com frequência. Entre maio e junho, ele passou oito jogos seguidos sendo sacado antes do fim.

No discurso, o técnico Mauricio Barbieri assegura que o Ceifador não é carta fora do baralho rubro-negro.

– É um jogador que nos ajuda bastante e contamos com ele. Já conversei com ele sobre isso. Há uma disputa. Não o utilizamos nos últimos jogos, mas é um jogador que tem nos ajudado e vai nos ajudar ainda mais – comentou o treinador, na coletiva que antecedeu o jogo contra o Cruzeiro.

A dúvida passa a ser quando e se é que virá essa oportunidade de provar que os R$ 11,5 milhões não foram em vão.

Por EXTRA