Flamengo vai de “acabou o dinheiro” a R$ 100 milhões em reforços

Compartilhe esta notícia

Por Matheus Leal (@matheusleal1)

“Dinâmico”. Segundo o dicionário, a palavra significa “aquilo que se modifica continuamente; que evolui”. Sendo assim, o termo se aplica perfeitamente ao futebol. E nada mais dinâmico nos últimos tempos do que a situação econômica vivida pelo Flamengo.

Naquele 24 de janeiro de 2009, Márcio Braga, então presidente do Flamengo, ficou marcado pela célebre frase “acabou o dinheiro”. Exatamente uma década depois, o cenário no clube é completamente oposto. Hoje, o rubro-negro é o maior investidor da janela de transferências desembolsando mais de R$100 milhões em contratações.

Foto: Divulgação

Rodrigo Caio, Gabigol, Arrascaeta e, nessa quarta-feira (23), um novo anúncio milionário: Bruno Henrique. Até o momento o Fla já gastou R$108 milhões em contratações para a temporada. Gabigol chegou de graça, mas com um salário astronômico de mais de R$1,2 milhões mensais. Já o zagueiro do São Paulo custou R$22 milhões aos cofres do clube. Um milhão a menos que Bruno Henrique, contratado junto ao Santos, que também recebeu o volante Ronaldo por empréstimo.

Arrascaeta é um caso a parte. O uruguaio se tornou a maior contratação da história do futebol brasileiro. O Flamengo desembolsou cerca de R$63 milhões na negociação com o Cruzeiro. Ou seja, mais de 50% do montante disponível no orçamento.

E o clube não deve parar por aí. Além dos quatro, um novo zagueiro, dois laterais e um volante seguem em pauta pela diretoria. Nomes como o de Miranda, da Inter de Milão, ainda são cobiçados. Para a lateral-direita, por exemplo, a equipe carioca já tem um acerto encaminhado com Rafinha, do Bayern de Munique.

Além disso, vale lembrar que no meio do ano passado, o Fla deixava claro seu novo nível financeiro ao contratar Vitinho, junto ao CSKA, da Rússia, por 10 milhões de euros. À época, maior contratação da história do clube. Portanto, em seis meses já foram investidos mais de R$150 milhões.

O que mudou?

Curiosamente, mesmo com a situação financeira calamitosa, o Flamengo se sagrou campeão brasileiro daquele ano. A mudança ainda demorou para acontecer e o clube se afundou, nos dois anos seguintes, em mais dívidas. O cenário só começou a ser diferente em 2012, quando Eduardo Bandeira de Mello e cia assumiram à presidência.

Desde então austeridade passou ser a palavra de comando. Assim, a dívida que chegou a ultrapassar os R$800 milhões já caiu praticamente pela metade e o clube passou a arrecadar mais do que gasta. Em 2018, por exemplo, o rubro-negro aprovou um orçamento de R$750 milhões. Agora resta transformar dinheiro em títulos para ter, de fato, uma mudança de sucesso.

Por: Torcedores

COMENTÁRIOS:

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here