Famílias aceitam mediação e devem receber do Fla em até 2 meses

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O desembargador Cesar Cury, responsável por mediar as conversas entre Flamengo e familiares das vítimas da tragédia do Ninho do Urubu, saiu da reunião desta quinta-feira otimista por um desfecho rápido das negociações. As partes costuram um acordo para as indenizações pelo incêndio que deixou 10 adolescentes mortos e três feridos.

– Se eu pudesse apostar, diria que em dois meses estaremos com esse processo encerrado – disse o desembargador à imprensa após a audiência.

Foto: Divulgação

O encontro aconteceu no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), no Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Soluções de Conflitos (Nupemec). Todas as 13 famílias foram representadas. Pelo Rubro-Negro, compareceram o vice-presidente geral e jurídico do clube, Rodrigo Dunshee, e o diretor jurídico Bernardo Accioly.

Ainda segundo o desembargador, todos os representantes das vítimas (fatais ou não) aderiram à mediação. Todas as famílias envolvidas na tragédia foram convidadas, até de meninos que não foram feridos, mas algumas não compareceram. O desembargador, mesmo assim, não descarta mediar esses casos menos graves.

A proposta inicial feita pelos rubro-negros ficou bem abaixo do que esperava o Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) e, desta forma, não houve acordo. A expectativa do clube para a reunião desta quinta-feira era de ouvir as necessidades de cada família e possivelmente individualizar as tratativas. Os advogados do clube ainda confiam que conseguirão evitar batalhas judiciais.

O Flamengo, mesmo assim, segue otimista: calcula um desfecho em 10 dias. Além de colocar um ponto final na questão indenizatória e amparar as famílias, o sucesso nas negociações evitaria um desgaste ainda maior na já arranhada imagem rubro-negra.

Na quarta, em um hotel no Recreio, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o Flamengo se reuniu pela primeira vez com as famílias. O clube não apresentou valores, o que incomodou alguns presentes. A reunião desta quinta-feira teve como objetivo avançar nas conversas.

– A proposta oscilou conforme números de familiares envolvidos, na soma ficava em torno de R$ 300 a R$ 400 mil do Flamengo. A proposta da câmara era de R$ 2 milhões e R$ 10 mil mensais até 45 anos. Tratamos de forma diferente as vítimas fatais, hospitalizadas com sequelas, as que por ventura não vão ter mais sequelas, aquelas que sofreram meramente danos morais. Os outros valores eram menores. Não houve discordância em relação aos grupos, mas aos valores – disse Danielle Cramer, procuradora do MPT, na quarta-feira.

O Ministério Público e a Defensoria Pública entraram com uma ação contra o Flamengo no fim da tarde de quarta-feira. No pedido, o MP pede o fechamento do Ninho do Urubu e o bloqueio de R$ 57 milhões das contas do clube. Esse valor seria para o pagamento de uma eventual indenização imposta pela Justiça.

Por: Globo Esporte

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