Bruno Henrique fala sobre filosofia de Jorge Jesus: “A gente se sente na Europa”

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Bruno Henrique jogou no Goiás, no Cruzeiro e até no Wolfsburg, da Alemanha. Porém, foi no Santos que o atacante teve maior reconhecimento e que, também, passou pelo momento mais difícil da sua carreira, uma grave lesão na vista. Após muito esforço para recomeçar, hoje o jogador colhe os frutos. Aos 28 anos, o camisa 27 foi uma das grandes contratações do Flamengo para a temporada 2019. Perguntado sobre o porquê do Fla, Bruno Henrique não titubeou:

– Acho que é o desejo de todos os jogadores, comigo não é diferente. Vestir essa camisa, sentir e ver o Maracanã lotado, os torcedores gritando o meu nome. Essa era a emoção que eu queria ter. E com esse pouco tempo já tenho o carinho dos torcedores. Fico feliz e agradecido. A vontade de vir era muito grande. Desde 2015, quando eu jogava pelo Goiás, o Flamengo já tinha mostrado interesse e a vontade tinha surgido nessa época. Não consegui vir, tomei outros rumos, mas como a oportunidade apareceu novamente, não pensei duas vezes.

Após seis meses e adaptado ao Flamengo, o atacante já tem uma conquista no clube: o título do Campeonato Carioca; são 14 gols no ano, sendo o vice-artilheiro do Rubro-Negro; e tem toda a confiança da torcida. Em pausa da Copa América, o camisa 27 conversou com exclusividade com o Coluna do Fla, entre um treino e outro no Ninho do Urubu. Dos muitos assuntos, Bruno Henrique lembrou com carinho do início da carreira:

– Surgiu tarde, jogando futebol amador, quando eu tinha 19 anos. Era o destaque do campeonato, um campeonato bem famoso em Belo Horizonte, que a Rádio Itatiaia patrocina. E eu já vinha de um crescimento muito grande. Havia olheiros nos jogos. Aí quando eu fui campeão pelo time do meu bairro, o Cruzeiro me deu uma oportunidade e eu comecei a dar os passos na minha carreira -, revelou o atacante à reportagem. Veja mais trechos da entrevista abaixo:

Os momentos difíceis: Wolfsburg e lesão na vista

No Wolfsburg, acho que a maior dificuldade foi a língua, né? A língua é muito difícil. Tiveram alguns problemas pessoais também que fizeram eu voltar para o Brasil. Mas, a lesão na vista, no ano passado, foi o momento mais difícil da minha carreira. Eu nunca tive uma lesão. Aí quando me lesiono, tenho uma que quase me faz parar de jogar futebol. Mas, graças a Deus hoje estou recuperado, estou bem, e estou conseguindo desempenhar um bom trabalho aqui no Flamengo. O importante é que estou muito feliz.

O trabalho de Jorge Jesus

A Filosofia do Jorge é a mesma que vivenciei na Europa. Não só eu, mas todos os jogadores que passaram por lá falaram a mesma coisa. A gente está se sentindo na Europa com a filosofia dele (risos), com o trabalho que vem desempenhando com a gente. É um cara consagrado no futebol. Então, tenho certeza que a gente está fazendo nosso melhor, conseguindo executar o que ele pede. Em um primeiro momento foi mais difícil, mas é normal, acontece. Ele sempre conversa com a gente que estamos evoluindo, crescendo. E isso é o mais importante.

Convivência com o novo treinador

Ele se pronuncia em português de Portugal, mas também já está aprendendo a falar o português do Brasil. Eu e alguns jogadores que passaram pela Europa entendemos a filosofia dele, então, podemos ajudar. Ele é um cara que também está se adaptando ao Brasil. Não é fácil para o europeu, mas ele se esforça, ele sempre pergunta de alguma palavra que não sabe, a gente da mesma forma. Esse primeiro contato com o Jorge está sendo muito bom para todos. Tenho certeza que vai ser ainda melhor.

Dobradinha com Gabigol

Olha, acho que a gente está super à vontade dentro de campo, né? Essa dobradinha que está acontecendo… Eu artilheiro do Carioca, agora o Gabriel artilheiro do Brasileiro. Então, isso é fruto do nosso trabalho. A gente treina sempre intensamente, porque quem é atacante tem que saber que é o jogador que tem que fazer o gol. A gente treina para poder executar isso durante os jogos. E graças a Deus, Gabriel e eu estamos conseguindo executar, fazer os gols, que é o mais importante para nós.

Timidez e convívio com o elenco

Os meninos desse grupo deixam a gente super à vontade. Eu sou um cara mais tímido. Sou o cara da risada, gosto de ficar rindo do que os companheiros falam no dia a dia. Claro que quando tenho que fazer alguma coisa, brincar, eu brinco também. Mas, não muito, sou um cara mais reservado mesmo. Só que isso não é por questão nenhuma específica, é meu jeito de ser. Posso dizer que estou super à vontade aqui no Flamengo.

Sonho de menino x sonho atual

Posso dizer hoje que, se eu parasse de jogar futebol… Mas, não vou parar ainda, está cedo (risos). O meu desejo de criança era ser jogador de futebol. Eu não pensava em fama, em dinheiro. Pensava em fazer o que jogador faz: viajar, ficar concentrado, ser reconhecido pelas pessoas. Esse era o meu sonho de criança. Então, há oito anos consegui realizar. Para hoje, meu plano é ser campeão. Jogador só é lembrado quando ganha título, né? Então, vou sempre entrar dentro de campo e dar meu melhor, o máximo para ajudar o Flamengo a ganhar títulos. Quero deixar meu nome aqui na história desse grande clube. Quando meu filho estiver grande, quero poder contar para ele que joguei no maior clube do Brasil e fui campeão.

Inspiração para o filho Lorenzo

Ele vai completar um ano, mas é um garoto muito esperto. Quando ele não vai aos jogos, assiste pela TV. E ele já fala “papai” quando estou jogando. Eu quero que meu filho se inspire em mim, fui um cara que correu atrás, um cara batalhador. As coisas não vão vir fáceis para ele, para mim não foi fácil. Mas, ele pode ter certeza que o pai dele vai ser o suporte dele, vou estar sempre com ele. Vou estar sempre para estender as mãos nos momentos que ele precisar. Mas, também, no momento de puxar orelha, eu vou puxar, porque eu fui criado assim.

Promessa para ganhar títulos?

Olha, eu não costumo fazer promessa, não. Mas, esse fato que o Rafinha falou (de fazer tatuagem para cada título importante), é bem interessante. Eu acho que vou imitar ele se for campeão da Libertadores (risos). Para deixar registrado não só no clube, mas com uma tatuagem também. Porque aí, onde eu passar na minha vida durante os anos, as pessoas vão poder ver que eu conquistei um grande título internacional.

Confira o vídeo da entrevista: LINK

Por: Coluna do Fla

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