“O time encaixou, não tem vaidade”, diz Zico sobre o Flamengo

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Do Japão, onde é dirigente do Kashima Antlers, Zico acompanha e torce para o atual Flamengo repetir o feito de sua geração e conquistar a Libertadores. Está gostando do que está vendo. Um time com muitos talentos, vocação ofensiva, sintonia com a torcida e que está de volta à semifinal da competição após 35 anos.

– Quem chegou está acostumado a grandes jogos pela Champions e pela Seleção, além de muita qualidade. Eu só não conhecia o Pablo Marí. Os outros todos são conhecidos. E o time encaixou, não tem vaidade. A torcida comprou a ideia de jogo do treinador (Jorge Jesus). E ele viu o que a torcida quer – comentou o ex-camisa 10 do Flamengo.

Apesar de aprovar o atual Flamengo, Zico vê um equilíbrio muito grande nas semifinais da Libertadores. Para o ídolo rubro-negro, não há favorito no confronto entre Grêmio e Flamengo. Os times começam a decidir uma vaga na final na noite desta quarta-feira, às 21h30, na Arena do Grêmio. O jogo de volta será dia 23, no Maracanã.

– Acho que é totalmente aberto. 50% a 50%. As duas equipes têm um grande retrospecto dentro de casa. Só que o Flamengo, hoje, fora de casa, também está com um grande retrospecto. E o Grêmio também. Uma semifinal desta pode ser decidida em detalhes.

– Acho que o Grêmio voltou a jogar o melhor futebol nos últimos jogos. Estão numa batida boa, com o mesmo padrão. O Flamengo fez um grande investimento, com grandes jogadores, e eles emplacaram o sistema do Jesus, que se identifica muito com que a torcida quer. Um Flamengo ofensivo e repetitivo.

Outros trechos

Foto: Divulgação

Gabigol

Joga nele. Tem que jogar nele. Isso é importante. Todo atacante precisa fazer gol, então, se você está num momento bom que a bola está entrando, tem que aproveitar isso.

Ele estando num time bom, time que cria, as chances vão aparecer. Tem que estar com a cabeça boa, além da parte física. E pelo menos uma chance por jogo terá, e tem que aproveitar. E ele tem uma qualidade enorme. Jogador diferente desses centroavantes normais.

Jesus e o DNA do Flamengo

Estive com o Jorge Jesus apenas uma vez, no Sporting. Mas acompanhava o trabalho dele no Benfica e no Sporting. E lá em Portugal o pessoal realmente tem um respeito e um carinho muito grandes por ele. É lógico que ele por conhecer o trabalho nesses grandes times, a primeira coisa que ele fez quando veio foi entender esse DNA do Flamengo.

Ele sabe o que representa o Flamengo. E os jogadores compraram a ideia e gostam do estilo. Qual jogador não gosta de ir ao ataque e fazer gols? E os times que jogam nesse estilo acabam deixando espaços às vezes, se abrem um pouco, e acontece. Antigamente a gente falava com o Andrade: “marca aí, se vira, que aqui a gente resolve”.

Fome de gols

Não é fácil ter 60 mil torcedores ao seu lado todos os jogos. Então em todos os jogos você tem que dar a vida. Na Europa é espetáculo, na América do Sul é diferente, tem a pressão da torcida. E quem veio está se comportando em campo de acordo com isso. Fez um bem enorme para o Flamengo. Faz um, quer fazer o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto…O Flamengo é isso, é o que a torcida quer.

Comparações entre o Flamengo da década de 80 e o atual

Não, porque o tipo de jogo hoje em dia é diferente. Hoje o sistema tático é outro. O posicionamento das equipes é de outra forma. Então, eu não gosto de fazer comparações em relação a isso, mas eu acredito que o espírito que é importante é esse: de jogar tentando fazer o melhor placar.

Renato Gaúcho

Eu gosto e fico muito feliz com esse sucesso do Renato, porque o primeiro a convidá-lo para ser treinador fui eu e ele correu da raia. Para ser técnico do CFZ do Rio, na segunda divisão. Ele correu e foi para o Madureira. Fico feliz porque ele é um cara do bem e faz o time correr para ele. Trabalha sério, tem conhecimento de futebol e sabe usar os jogadores. O sucesso não é por acaso.

Por: GLOBO ESPORTE

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