“Se o Palmeiras não controla a torcida deles, que seja com portões fechados”, cobra dirigente do Flamengo em pedido à CBF

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A Polícia Militar e do Ministério Público de São Paulo estão preocupados com a temporada de cheirinho do Palmeiras. Segundo as autoridades, o clima de rivalidade acentuado entre as equipes pode alertar para um risco de confronto entre paulistas e cariocas e, por isso, recomendam torcida única no clássico – que não vale nada para o Flamengo, heptacampeão brasileiro. A CBF, porém, não bateu o martelo sobre o assunto. Nesta sexta-feira (29), o vice-presidente geral e jurídico do Rubro-Negro se posicionou contra a medida e disse ser ”injusta e ilegal”.

– Em última instância, tomando o princípio da reciprocidade e legalidade, que seja um jogo de portões fechados. Se o Palmeiras não consegue segurar a torcida deles, nem a polícia, tem que ser feito de portões fechados. Caso a CBF acate por segurança, que seja com portões fechados -, disse Rodrigo Dunshee de Abranches.

Vale ressaltar que o encontro do primeiro turno, vencido por 3 a 0 pelo Flamengo, contou com torcida paulista no Maracanã. O clube carioca cobra pela reciprocidade entre as equipes. Rodrigo Dunshee de Abranches ainda enumerou motivos para à CBF não ceder a solicitação do Ministério Público de São Paulo.

FOTO: TOMAZ SILVA / AGÊNCIA BRASIL

– Primeiro, o regulamento do Brasileiro prevê 10% da carga aos visitantes. É o princípio da legalidade. Segundo, a questão da reciprocidade que é utilizada no futebol. No jogo do turno, eles tiveram ótimo tratamento no Rio, a polícia soube controlar e não houve incidente. Causa espanto que a torcida de São Paulo, uma estado maior e mais rico que o Rio, não possa controlar 4 mil pessoas. E terceiro por conta do futebol: as torcidas fazem parte do espetáculo –, declarou.

O vice-presidente geral e jurídico ainda questionou a posição do MP-SP e acusou privilégio ao time paulista.

– Não adianta daqui para frente qualquer clube que mandar um ofício a CBF acatar por se sentir acuada. Qual a relação com a CBF de algum incidente na cidade de São Paulo? Não existe. Há um exagero. O MP deveria ir ao judiciário ou Justiça desportiva. Fica estranho e um privilégio para o Palmeiras. Seria uma decisão tomada por medo e não técnica -, concluiu.

Por: Coluna do Fla

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