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Apesar da insistência de parte da imprensa, não se compara trabalhos de Flamengo e Atlético-MG

O Atlético-MG tem movimentado o mercado de contratações recentemente com grandes nomes, a equipe do galo é vista hoje como a mais forte do país, ao lado do Flamengo, porém um aspecto deste novo momento do Atlético-MG chama a atenção: a insistência de alguns jornalistas em colocar o feito atleticano como mesmo modelo de negócio do Flamengo, o que é um erro.

Não vamos entrar no mérito de dizer se algo tem ou não mais méritos, ou se é certo ou errado, vamos apenas apresentar os fatos como são. O Flamengo como todos já sabem, passou por um processo de auditoria com uma das maiores empresas de economia do mundo, em 2013. Naquele momento, a equipe contabilizou uma dívida de pouco mais de 750 milhões de reais, consideravelmente acima da esperada pela diretoria recém chegada no clube.

Diante do cenário de caos financeiro, o Flamengo não viu outra possibilidade a não ser se sujeitar a uma “humilhação”, ao menos para os rivais era motivo de chacota a equipe dispensar Vagner Love por não ter dinheiro para comprar seus direitos, ou Dorival Júnior, por simplesmente não ter condições de arcar com os salários acordados pela diretoria anterior. Imagem muito simbólica da desorganização total no clube foi a de Paulo Victor sendo levado em um carrinho de levar cimento, após se contundir no CT.

O Flamengo entendeu sua situação, cortou gastos e contou com a compreensão do torcedor e ajuda, para virar o jogo financeiro, e virou. Mas foi apenas em 2019 que o time teve, de fato, condições plenas de ir ao mercado e buscar nomes mais caros, com compras negociadas. Antes disso o Flamengo vivia no mercado à procura de jogadores livres de contrato ou do futebol sul americano, em busca de uma revelação.

Portanto, foram ao menos 3 anos de times muito fracos, outros três apostando em jogadores livres de contrato ou do futebol sul-americano, com algumas exceções, como Vitinho.

O processo do Atlético-MG não se compara simplesmente porque a equipe tem hoje um aporte econômico que não é gerado de fato pelo clube. E novamente, isso não é para tirar méritos de ninguém, mas é para destacar a diferença. O Atlético-MG não “cortou da carne”, não deixou de contratar por anos para diminuir dívidas e depois voltar ao mercado. Aliás, ainda hoje tem dívida de mais de um bilhão, e um problema com seu mecenas poderia complicar por décadas a situação do clube.

O Atlético-MG tem tamanho suficiente para passar por uma virada financeira igual a do Flamengo, em mais tempo, mas tem. Porém o molde feito hoje é diferente, e que jamais pode ser usado como base para os outros clubes do futebol nacional.

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