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Flamengo faz investimento milionário em equipamento de recuperação de jogadores

Nos últimos anos o Flamengo não tem investido apenas na formação de um elenco competitivo. O rubro negro vai além, e tem a cada dia se destacado mais pela estrutura montada no CT Ninho do Urubu, hoje um dos mais modernos do país, e que segue se “reforçando”.

O Flamengo está perto de finalizar a compra de mais duas câmaras hiperbáricas, passando a ter quatro modelos do equipamento que custa nada mais, nada menos, que 300 mil reais. O investimento total então ultrapassa a marca de 1 milhão. O equipamento é visto hoje como essencial ao clube, principalmente com uma temporada tão complicada e de vários jogos emparelhados.

A câmera hiperbárica consegue proporcionar os jogadores uma grande diferença no processo de regeneração pós-jogo. Portanto, tem impacto direto na recuperação física dos atletas.

“Temos tido um resultado muito bom, tanto que estamos fazendo um adendo no contrato e vamos adquirir mais duas câmaras, para que possamos ter mais agilidade e mais atletas poderem fazer ao mesmo tempo. Não só para tratar lesão, mas para melhorar recuperação pós-treino e, consequentemente, prevenir”, explicou o médico Márcio Tannure.

As câmeras já são usadas por clubes europeus há algum tempo, porém o Flamengo foi o primeiro no Brasil a adquirir esses produtos. Hoje com duas, a tendência é que a quantidade seja dobrada. Outros clubes como Corinthians e Cuiabá também começam a se movimentar para contratar os equipamentos.

“Hoje em dia temos utilizado nos jogadores que estão lesionados e de maneira individualizada para quem vem sentindo mais, que já tinham experiência, como Diego e Filipe Luis. Estamos deixando como opcional. Quando tivermos mais câmaras, queremos colocar como rotina de recovery pós-jogo”, comentou Tannure.

Mas afinal, como é o funcionamento do equipamento?

A ideia do Flamengo dobrando a quantidade de equipamentos é de melhorar a dinâmica de seu uso. Ajudando assim, na recuperação dos jogadores tanto nos pós-jogos quanto nos treinamentos. A câmara consegue aumentar a concentração de oxigênio em 30%, e esse fator aumenta não apenas a regeneração mas também no tratamento de lesões.

“Quando a gente faz atividade física, temos um débito de oxigênio. Preciso levar oxigênio para recuperar meu tecido muscular. Por isso que consome energia. As pessoas, quanto maior o débito de oxigênio, mais energia gastam para recuperar.”

“(Com a câmara), eu consigo ofertar mais oxigênio e consigo recuperação mais rápida. Junto a isso, em lesões, preciso que esteja vascularizado, preciso que chegue sangue, para que chegue oxigênio através do sangue. Assim, consigo ofertar mais oxigênio e melhor reparo tecidual”, explicou Tannure

O Flamengo também pensa, no futuro, em adquirir câmaras hipobáricas, porém leas ainda não são prioridade. Enquanto a câmera hiperbárica ajuda a tratar e prevenir lesões, além de acelerar a recuperação física, a hipobárica seria usada apenas em casos onde os jogadores precisariam ser preparados para jogar na altitude.

“A gente sempre vem buscando tudo que tem de possibilidade. Quando foi feito o CT, do qual eu participei diretamente do projeto, a gente tentou desenhar uma câmara hipobárica para simular treino na altitude. É algo que estou tentando conseguir na próxima aquisição”, disse Tannure.

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