Na última terça-feira (dia 15), atual diretoria divulgou seu orçamento para 2021. Nela, vários pontos foram considerados polêmicos. Embora o clube viva momento econômico positivo, a oposição questionou várias projeções consideradas exageradamente otimistas. Dentre elas está o plano de ter o Maracanã de volta e cheio em abril. Além de um faturamento anual de 100 milhões de reais, apenas com bilheteria.

Ainda, segundo o mesmo matéria divulgada no Uol, a diretoria prevê mais 70 milhões de reais no programa sócio torcedor. Assim, tendo faturamento de R$170 milhões em apenas esses dois aspectos. De acordo com as previsões da diretoria, no mês de abril a pandemia já estará controlada, seja com queda nos números ou o uso da vacina. Porém, tudo é apenas uma projeção.

O grupo de oposição “SóFla” questionou os números apresentados. Primeiramente, porque segundo eles, é impossível estipular uma data de retorno do futebol. Tornando qualquer previsão, irresponsável. Além disso, com o ano pouco proveitoso em 2020, o programa sócio tende a cair, e não se manter, como foi durante 2019 e 2020. O grupo reafirma que a crise econômica batendo a porta de várias famílias também dificulta por tais números.

Em princípio, a atual diretoria alegou crer nos dados informados, mas deixou claro, que se eles não se confirmarem em 2021, um reajuste no orçamento será feito, com recálculos.

Ano de 2020 ficou abaixo do projetado

O ano de 2020 foi diferente do que a diretoria projetou em 2019. Com uma pandemia totalmente inesperada, trazendo perdas econômicas imensuráveis, o Flamengo também não conseguiu em campo fazer o que sua diretoria projetou. Ao não chegar às semis da Copa do Brasil e Libertadores, a equipe frustrou a diretoria. Em suma, o prejuízo ultrapassou a marca de R$25 milhões.

Mas a direção segue o mesmo modelo para 2021. Projetando novamente o Flamengo nas semis de ambas competições. Sendo portanto, outro ponto questionado pela oposição.

O ano de 2021 tem tudo para ser melhor que seu antecessor. Mas ainda é cedo para previsões, por isso faz sentido os questionamentos ao orçamento. Porém, ao mesmo tempo que a atual direção tem otimismo, age  com pés no chão, como em seu orçamento para contratações e teto determinado de salários, como no caso de Diego Alves.

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