Desde a reestruturação financeira do Flamengo, a partir de 2013, o clube passou a viver um momento muito diferente do que tinha para si durante muitos anos. A equipe abriu mão de jogadores, de uma equipe competitiva, e partiu para algo que inicialmente parecia muito abaixo do que o clube merecia.

Porém, o torcedor abraçou a causa, entendeu a situação econômica do Flamengo e apoiou.

O resultado de tudo isso foi incrível como podemos constatar hoje. Porém antes dos títulos vieram temporadas de aperto, próximo da zona de rebaixamento, times muito limitados e zoações de rivais do Rio e de gora do Rio.

Aos poucos o clube pagou suas dívidas e começou, gradativamente, a investir mais no futebol. O início da virada econômica se deu na histórica contratação de Guerrero. Não que o peruano tenha jogado muito pelo Flamengo, e sim pela mensagem que era passada ao mercado.

Tivemos que escutar de alguns jornalistas clubistas e que não acompanhavam o trabalho no clube, que Guerrero provavelmente entraria na justiça logo depois de assinar, por conta de salários atrasados. Pois bem, isso nunca aconteceu, muito pelo contrário, após Guerrero o Flamengo contratou muitos outros craques.

Todo esse trabalho de reestruturação começou em 2013, com Eduardo Bandeira de Mello e dirigentes ligados a atual gestão, de Rodolfo Landim.

E o ano de 2020 marcou um momento importante, o Flamengo ultrapassou a marca de 1 bilhão de reais em pagamento de dívidas.

Confira o histórico de pagamento de dívidas

2013: R$ 136 milhões – Gestão de Eduardo Bandeira
2014: R$ 141 milhões – Gestão de Eduardo Bandeira
2015: R$ 149 milhões – Gestão de Eduardo Bandeira
2016: R$ 200 milhões – Gestão de Eduardo Bandeira
2017: R$ 143 milhões – Gestão de Eduardo Bandeira
2018: R$ 107 milhões – Gestão de Eduardo Bandeira
2019: R$ 117 milhões – Gestão de Rodolfo Landim
2020: R$ 67 milhões  – Gestão de Rodolfo Landim

Assim, o Flamengo soma R$1 bilhão e 60 milhões em dívidas pagas em pouco mais de sete anos.

O clube segue como favorito a todos os títulos do futebol brasileiro, não por qualquer ajuda, como com outros clubes, mas pelo seu trabalho.

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