O Botafogo vive momento econômico delicado. O rival de General Severiano pode ainda piorar sua situação caso confirme o rebaixamento para a Série B de 2021. Hoje a equipe está dentro da zona mas conseguiu na última rodada “respirar”, após vencer o rival direto Coritiba. Porém, os problemas fora de campo não cansam de surgir.

Uma expectativa de receita para o Botafogo envolve uma dívida de Willian Arão do Flamengo. Mas esse valor poderá sequer chegar aos cofres do alvinegro. Isso porque Oswaldo de Oliveira entrou com uma ação, sendo um terceiro interessado no negócio, e assim receberia, em penhora, parte do valor a ser recebido pelo Botafogo.

Logo após o acerto entre Flamengo e Arão, o Botafogo entrou na justiça. Com o intuito de provar por contrato o direito de renovação com o jogador, o Botafogo cobrava R$4 milhões, que com juros e correções, está hoje em R$7 milhões.

Tanto Flamengo quanto o jogador entendem que a cobrança não faz sentido. Já que o Botafogo na época quebrou uma das cláusulas com o jogador, que garantia os acordos em contrato.

A dívida do Botafogo com Oswaldo de Oliveira é de R$6 milhões. Ou seja, caso vença na justiça, o Botafogo praticamente não verá a cor do dinheiro, indo praticamente toda ao seu ex-treinador.

O treinador trabalhou por lá entre 2011 e 2013 e desde então cobra salários e direitos trabalhistas nunca pagos. Quando se imagina que a situação no Botafogo já é ruim, o clube prova que está ainda mais afundado.

Tanta disputa para terminar sem nada

O Botafogo tem nos últimos anos buscado valores da negociação entre Arão e Flamengo. Aliás, com ameaças de “quebrar o jogador” em campo, vindas de torcedores e até dirigentes. Porém, ironicamente, Arão venceu tudo no Flamengo, estadual, brasileirão, libertadores, recopa e supercopa. Enquanto isso o Botafogo poderá amargar seu terceiro rebaixamento, com uma dívida de R$1 bilhão e sequer terá como aproveitar o valor do processo por Arão, já que seria penhorado, isso se vencer o processo.

Nos últimos anos o Botafogo desdenhou de rivais que queriam jogar no Engenhão, entre outras atitudes que ao invés de unir, separava.

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