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Opinião: A hipocrisia dos dirigentes do futebol brasileiro

Você deve estar atento(a) acompanhando os desdobramentos do pedido na justiça do Flamengo para que seus jogos tenham torcida nos estádios. Nós podemos aqui entrar no mérito de discutir se o retorno do público é adequado ou não, e já discutimos isso algumas vezes, mas hoje o assunto é sobre hipocrisia, e isso os dirigentes do futebol nacional são especialistas.

Você sabia que ontem o Cruzeiro entrou em campo com 30% da torcida no estádio após uma determinação da justiça, passando por cima da decisão da CBF? Provavelmente não, o Cruzeiro é um dos clubes que faria parte da Liga, bastante comentada nos últimos dias.

Para espanto de alguns, o Flamengo recebeu tratamento diferente ao do Cruzeiro quando tentou por meio da justiça o direito de ter a mesma coisa que a equipe mineira teve e simplesmente foi ignorada, torcida.

Mas esse é um singelo exemplo. Nenhum clube do futebol nacional se posicionou ou se uniu quando surtos de covid atingiram os clubes, ninguém se uniu quando a CBF lançou convocações em meio a campeonato, desfalcando diretamente ou indiretamente os clubes com selecionáveis. Isso não afeta a isonomia, tão falada ultimamente? Os clubes mais fortes, com o Flamengo incluso, estão tendo os mesmos direitos de escalar os seus titulares em campo? Ou ao menos conseguem remanejar seus jogos sem precisar seguir uma maratona absurda depois? Não? Então não há isonomia.

Palavras como essa deveriam ser usadas quando de fato exista um padrão a ser respeitado por todos, mas o país é uma bagunça, e os clubes também. Ninguém está interessado com os direitos em conjunto dos times, enquanto discutimos isso dirigentes de todos os clubes nacionais fazem movimentos em prol apenas, de seus clubes, e é o natural.

Por fim, o líder do movimento de isonomia nacional, é o mesmo cidadão que proibiu a torcida do Flamengo de torcer pelo seu clube em São Paulo, quando no Rio, a torcida palmeirense pode entrar no Maracanã. Poderíamos falar de isonomia lá também, de direitos iguais, mas se tem uma coisa que o flamenguista não sabe fazer é se colocar como vítima. Então a vida irá seguir, e se a determinação da justiça for para o Flamengo ter público, terá, assim como o Cruzeiro teve.

Deixamos as reclamações vazias e hipócritas para quem assim são. Forte abraço!

Veja também: Fabián Sahdi é do FlaBasquete!https://www.flamengo.com.br/noticias/basquete/fabian-sahdi-e-do-flabasquete-


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