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Opinião: Vitórias são importantes, mas placares não traduzem dificuldades

O Flamengo de Renato Gaúcho até aqui é um grande sucesso, 14 gols marcados nos últimos três jogos, 2 gols sofridos e três goleadas categóricas diante de adversário com certa dificuldade. O início do trabalho de Renato é avassalador, mas não traduz o rendimento do time em campo.

Você torcedor mais “emocionado” deve estar um pouco revoltado com isso que escrevi agora, mas vamos lá. Diante do Bahia o Flamengo fez por merecer o placar, foi dominante durante todo jogo, empilhou chances em grande quantidade, o placar fez sentido pelo número de oportunidades. O mesmo não pode ser dito da partida diante do Defensa y Justicia e São Paulo.

O Flamengo teve grandes dificuldades nas duas partidas. Na primeira, após Diego Alves fazer besteira e os argentinos empatarem, o rubro negro teve sérios problemas no segundo tempo, principalmente na saída de bola. A equipe não conseguia prender a bola no meio de campo e acabou dando espaços para um Defensa y Justicia que conseguia rondar a área do Flamengo com certa frequência. Naquela ocasião, Renato foi certeiro na entrada de Michael no segundo tempo, abrindo o time pelas pontas e conseguindo buscar a goleada.

Ontem diante do São Paulo, o Flamengo deu muitos espaços no meio de campo em vários momentos, além das falhas em bola aérea, que resultou por exemplo no gol de Arboleda. A saída de bola também foi problema por no mínimo três vezes, com o time perdendo a posse de bola em lugares chave do campo. O jogo poderia ter se complicado.

O time foi extremamente efetivo nas chances que teve nos dois jogos, praticamente não perdeu as oportunidades que construiu, e isso foi fundamental para o placar dilatado. Tanto diante do Defensa como quanto o São Paulo, principalmente no segundo caso, o Flamengo não criou chances suficientes para fazer um placar tão elástico.

Agora, isso não significa que esse time não tem méritos, muito pelo contrário. A disposição e intensidade do time em campo mudou totalmente com Renato Gaúcho em comparação a com Rogério Ceni, e isso é notório. O time não desiste do placar nunca, bem ao estilo Jesus, e isso é fundamental para qualquer equipe vencedora.

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