quarta-feira, setembro 23, 2020
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500ª maior empresa do Brasil arrecada o dobro do Flamengo.

EPOCA
– O futebol pode ser um grande negócio para jogadores e treinadores, para
federações e para a Fifa. Pode ser grande negócio para marcas, patrocinadores,
emissoras. Mas para clubes, aqueles que detêm histórias centenárias, custos
milionários com infraestrutura, salários e transferências, vínculos emocionais
com torcedores, não é. Flamengo, Corinthians e São Paulo, nesta ordem donos dos
maiores faturamentos do país em 2014, não entrariam na lista de 500 maiores
empresas brasileiras do Anuário Época NEGÓCIOS 360º. Quiçá não apareceriam no
ranking nem mesmo se ele fosse até mil.
A 500ª
maior empresa, lá no pé do anuário, é a Baterias Moura. Você provavelmente
pensa nela uma vez a cada dois anos, quando a do teu carro pifa. Mas vê o
Flamengo jogar, pela televisão, toda quinzena. Pois a 500ª companhia do ranking
arrecadou R$ 829,2 milhões, 2,4 vezes mais do que o Flamengo, R$ 347 milhões,
no mesmo período. O Corinthians vem depois, com R$ 258,2 milhões, embora já
tenha faturado R$ 358,5 milhões em 2012, quando venceu o Mundial de Clubes. O
São Paulo, a seguir, levantou R$ 253,4 milhões, após pico de R$ 362,8 milhões
em 2013 ocasionado pela venda de Lucas para o Paris Saint-Germain. O motivo que
faz jorrar dinheiro nos caixas dos clubes muda de temporada em temporada, todo
mundo comemora, mas eles não chegam nem perto das baterias.
O
torcedor acha que o futebol é um baita negócio porque lê que o zagueiro perna
de pau do time dele ganha R$ 200 mil por mês, R$ 2,4 milhões no ano, fora o
“bicho” que recebe depois de vencer a partida, nada além da
obrigação. Fantasia. O time dele, em geral, é mal administrado e poderia ganhar
mais dinheiro do que ganha hoje em dia. Mas não ganhará nunca tanto quanto uma
grande empresa.
A
conta não bate nem se considerarmos o mais rico do futebol. O Real Madrid
faturou € 549,3 milhões em 2013/2014, ou R$ 1,65 bilhão, e nem por isso faria
bonito na lista de 500 maiores de Época NEGÓCIOS. Arrecadou tanto quanto a
Hering, R$ 1,67 bilhão, e a empresa têxtil ficou em 293º. Cristiano Ronaldo
custa muito mais do que algodão, mas rende muito menos dinheiro ao Real Madrid
do que a cueca que ele usa gera à fabricante dela. E a comparação nem é
correta, porque os madrilenhos têm patrocínio de bilionário árabe, jogam
amistoso nos Estados Unidos, têm fãs em países do mundo todo, enquanto empresas
brasileiras nem no exterior atuam.
É
assim porque, embora queiramos comparar futebol a empresa, indústrias são
diferentes. O zagueiro perna de pau ganha proporcionalmente muito mais do que o
executivo com MBA porque, enquanto o time gasta de 70% a 80% do que arrecada
com salários para ser campeão, a empresa reduz despesas ao valor mais baixo
possível para poder lucrar mais. Não entender isso é o que faz economistas e
empresários absurdamente bem sucedidos fracassarem como dirigentes de time de
futebol. É o que faz o torcedor se iludir sobre o tamanho do clube dele dentro
da sociedade.

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