quinta-feira, setembro 24, 2020
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A 5 e a faixa: a história de Hugo Moura, capitão do Flamengo sub-20.

Liderança não se impõe, se conquista. Dentro e fora de campo. É possível dizer, portanto, que Hugo Moura conquistou a dele ao longo dos anos no Flamengo e hoje é o capitão sub-20. Constrói, no final de sua trajetória na base, uma boa história de superação e adaptação a um novo contexto de jogo. Ao qual nem todos conseguem se adaptar.
No time sub-17 e mesmo no início de sua trajetória no sub-20, Hugo era o camisa 8 do Flamengo. Finalizava com frequência de fora da área e pisava dentro dela para finalizar. Deu um passo atrás em campo, e um à frente na carreira: trocou a 8 pela 5 e virou o primeiro volante, numa mudança que também marcou o retorno de um 4-1-4-1 (ou 4-3-3, o nome pouco importa), com um volante mais fixo, protegendo a zaga.
– Não tenho muita velocidade para arrastar a bola, meu estilo de jogo é de marcar mais e dar passes longos. Isso eu acho que mudou muito -, analisa Hugo.
A mudança, porém, não foi muito tranquila. Uma série de lesões sofridas (nenhuma muito séria) o atrapalharam nesse processo. Uma delas o tirou da Copinha de 2016, da qual o Flamengo foi campeão.
No ano passado, Hugo também sofreu com lesões. Ficou fora da maioria dos jogos do time no primeiro semestre, em que o time atuava com Theo e Jean Lucas na posição, com Vinícius Souza e Gabriel Magalhães como opções. Mas soube esperar a sua hora, manteve o foco e foi recompensado com a estreia nos profissionais contra o Volta Redonda, cidade próxima de Rio Claro, sua terra Natal, cidade que ele deixou aos 12 anos para buscar o sonho de ser jogador do Flamengo.
– Foi um jogo inesquecível, para mim e para a minha família -, se limita a dizer com a timidez habitual. Em campo, porém, foi diferente: ele aplicou três chapéus em sequência nos marcadores do Volta Redonda, lance que certamente ficou marcado na memória dele.
Sobre a liderança nas quatro linhas, Hugo diz que tem um estilo diferente dos capitães mais falastrões, espalhafatosos: a ideia é passar confiança aos companheiros.
– Meu estilo é falar pessoalmente com eles para tentar passar tranquilidade, principalmente com os meninos mais novos que vieram do juvenil – resume.
Nesta segunda-feira, o Flamengo enfrenta a Portuguesa, às 17h, no Canindé, pela semifinal da Copa São Paulo de Juniores. O jogo terá transmissão do Sportv.
Reprodução: Globo Esporte

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