terça-feira, setembro 22, 2020
Início Notícias A ambição.

A ambição.

Buteco
do Flamengo – Ontem, no dia 05/08/2015, assisti o River Plate ser campeão da
Libertadores ganhando o Tigres do México por 3 x 0. Um time que chegou a ser
rebaixado no campeonato argentino, se recuperou a ponto de ganhar o título do
campeonato e agora a Libertadores. Ambição, desejo, vontade.

Outro
dia vi um trecho de filme interessante enquanto fazia um zapping que me fez
pensar. Foi algo assim: Um sujeito, com o estereótipo do cara charmoso, rico,
bonitão, flertava com uma moça bonita, que estava tentando produzir um website
para a firma dele. Ela, com tanto assédio, em meio a uma tentativa que estava
saindo desastrosa de sedução, com pombas lançadas na sala sendo atingidas pelas
pás do ventilador de teto, disse desesperada para o cara:”Sou
casada!”. E ele:”Porque não me disse antes?”. Ela:”Porque
achava que flertando contigo conseguiria o contrato! E eu estava gostando disso
e não queria parar. Meu marido é calmo, dependente. E no momento preciso de um
cara assim. Ele é um Volvo e você é uma Ferrari!” E aí ele
respondeu:”Não sou Ferrari. Pareço assim para você. Sou um cara vazio. Sem
você não sou nada. Só você me consegue fazer brilhar!”
Claro
que todos nós temos algo ou alguém na vida que nos fazem “brilhar”.
Conquistas de objetivos na vida, relações amorosas, filhos, etc. Mas, enquanto
torcedores do Flamengo, nosso time evidentemente faz parte desta chama. Nós
queremos que o Flamengo nos faça “brilhar”, isto é, nos sentirmos
mais vivos, mais intensos, mais satisfeitos. E, para muita gente, que está em
situação carente, de desespero pessoal, econômico, familiar, etc, o time vira
sua única chance de brilho e satisfação. O livro Soccernomics, por exemplo, em
um capítulo mostra que o número de suicídios aumenta entre os homens quando seu
time vai mal. É uma relação pessoal. O Futebol, o clube, constrói a relação do
indivíduo com uma identidade esportiva.
E como
o Flamengo pode fazer sua torcida “brilhar”? Construindo uma ambição
desmedida com conquistas esportivas. Montando times que disputem o G4, por
exemplo, ano após ano para que em anos recorrentes sejamos campeões brasileiros
e campeões da Libertadores. Isto tem que estar em nossas metas, em nossa visão.
Evidente que para isto não só temos que continuar neste modelo de
sustentabilidade econômica iniciada com a gestão da Chapa Azul como temos que
paramentar o clube do melhor CT da América, de dirigentes esportivos top de
linha, de serviços médicos e fisiológicos com os melhores profissionais e
equipamentos tecnológicos e de recuperação possíveis. De ter uma Base que forneça
profissionais de alto nível, com todos os fundamentos executados com qualidade
para que possam ser utilizados no elenco profissional ou serem repassados para
outros clubes trazendo boa renda para o departamento.
Enfim,
o Flamengo precisa desta AMBIÇÃO desmedida em todos os seus dirigentes,
associados e torcedores para que voltemos a viver o momento explosivo da
geração Zico de 81. E que ela não seja apenas outro momento histórico único em
um poster na parede. 
E foi
esta ambição que ocasionou o racha na Chapa Azul? Não, as justificativas do
rompimento que foram alegadas dizem respeito apenas ao suposto
“personalismo” do Eduardo Bandeira. Quando foi o personalismo do Bap
que o fez romper unilateralmente com a gestão, movimento que não foi seguido de
imediato por seus aliados no Conselho Diretor, que continuaram na gestão até
que na terça-feira foram lançar uma chapa juntos. Ou seja, vi neste movimento a
ambição de um pequeno grupo de deter o poder para eles. A ambição de poder.
Normal e esperada em qualquer tipo de instituição. Pessoas são assim. Não
considero negativa porque se ninguém tiver esta ambição quem irá comandar? Ou
botar a cara a tapa e liderar processos e movimentos? Mas esta ambição de poder
de um grupo foi pensada e articulada para poder colocar o Flamengo em um
caminho de proeminência no futebol? Pelos discursos que transpareceram no
lançamento da chapa não. Deram destaques aos “brilhos dos próprios
nomes”, na postura salvacionista e diria prepotente que o Flamengo sem
eles não conseguirá contratos. Ora, se uma empresa não quiser patrocinar o
clube porque o fulano X não está mais no telefone, pior para a empresa, certo?
Quer visibilidade e massa de torcedores espalhada em território nacional? Só
tem um clube para procurar, amigo.
Enfim,
quero mais. Gostaria da gestão atual e da chapa que vier a formar, e das
concorrentes também, um comprometimento pleno a ambição do Flamengo se tornar o
melhor clube da América de forma estrutural e esportiva. Pode levar anos. É um
processo, eu sei. Mas cada gestão que vier tem que carregar esta chama. Ela é
que fará brilhar o coração do torcedor e aquecer milhões.
Por
Flavio H Souza
Twitter:
@PedradaRN

MAIS LIDOS

Domenec agradece: Conheça os jovens jogadores chamados ao Equador

Domenec terá quatro jogadores pouco conhecidas por ele (e até nós) para a partida desta terça-feira pela Libertadores. Natan, João Lucas, Guilherme Bala e...

Torcedores pedem para adiar o jogo do Flamengo

O Flamengo confirmou nesta segunda-feira o sétimo contaminado pelo Novo Coronavírus. Com tantos desfalques e risco iminente de um surto dentro do Rubro-negro, com...

O futebol não foge do mundo exterior

Desde que o Flamengo anunciou seus infectados, torcedores tem buscado nas redes sociais "explicações" para isso ter acontecido, como se o futebol fosse aquém...

Onde assistir Barcelona x Flamengo ao vivo

O Flamengo não está vivendo dias fáceis. Enquanto no Brasileirão vem de uma dura derrota para o Ceará, na Libertadores o Rubro-negro passou uma...