quinta-feira, outubro 1, 2020
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A caminho dos EUA, Francesco Martini agradece ao Flamengo.

Fotos: Divulgação

GARRAFÃO
RUBRO-NEGRO
: O trabalho do Flamengo nas categorias de base vem crescendo
bastante nos últimos anos e isso não é mais novidade. Em 2015, o Rubro-Negro
conquistou alguns títulos e o saldo foi positivo. Já em 2016, até o momento, a
fase é ótima. Na Gávea, existe uma grande esperança em relação ao atual time
Sub-19, que, na última temporada, era praticamente inteiro Sub-17. A geração é
forte e tem bons valores. Inclusive, Danilo Monteiro e João Vitor França, que
treinam com o profissional, fazem parte do elenco.

O time
ganhou notoriedade nas mãos de Fernando Pereira após duas conquistas: Copa
Minas Brasília e Estadual. Esse último, de forma invicta. Hoje, quem comanda é
Paulo Chupeta, nome consagrado no basquete brasileiro. Mas, todo sucesso tem
seu preço. Destaque e capitão, Francesco Martini, de 18 anos, está de malas
prontas para jogar e estudar na Universidade de Chicago. Conhecido por seu
estilo ‘old school’, o armador chamou atenção dos norte-americanos e viaja para
o país em setembro. Em contato com a nossa reportagem, o jogador detalhou sua
trajetória no basquete.
– Eu
comecei a jogar basquete com nove anos, estava morando no México. Isso foi mais
na escola, jogo de criança, uns treinamentos bem básicos. Quando completei
treze anos, me mudei para o Rio de Janeiro e fui procurar um clube. Achei o
Flamengo, onde iniciei no Mirim. Nesse ano, a gente chegou a ser campeão.
Joguei o Sub-14 aqui também, depois viajei para os Estados Unidos e fiquei três
anos lá, em uma academia chamada IMG, que fica na Flórida. Lá, continuei
treinando e estudando. Até que consegui uma vaga na Universidade de Chicago,
com um ano de intervalo. Nesse ano, aproveitei para voltar. Já tinha atuado no
Flamengo durante as férias duas vezes (sub-15 e sub-16), então, completei o ano
jogando por sub-17, 19 e 22. Conquistei dois títulos estaduais e, agora, estou
voltando de vez para Chicago – contou.
Nascido
no Brasil, mas com raízes italianas, Francesco aproveitou para traçar um
paralelo entre os dois países e abordou alguns costumes. Durante a declaração,
sobrou espaço para citar sua experiência em outros lugares, como a Flórida, a
facilidade de aprender idiomas e como isso vai ajudar na adaptação aos Estados
Unidos.
– Eu
nasci em São Paulo, mas morei na Colômbia, no México e no Rio de Janeiro. Nunca
cheguei a morar na Itália, mas minha família é 100% italiana: meus pais, tios e
avós. Eu sempre vou lá duas vezes por ano, a cultura que tenho em casa é muito
italiana, tanto na comida, como nas tradições. Já joguei pela seleção italiana
sub-16, mas fui cortado antes do Europeu. Tenho essa dupla nacionalidade, mas
adoro Itália e Brasil. Sempre que me perguntam, eu digo que sou
ítalo-brasileiro, não defino de jeito nenhum. Falo português, italiano, inglês
e espanhol. Aprendi inglês academicamente. O italiano morando no Brasil, com a
minha família, e o espanhol quando morei no México, naturalmente. Com certeza
isso vai facilitar minha vida. Falo muito para os meus amigos que a cultura
americana é diferente da brasileira. Eu amo a cultura brasileira, existe muita
amizade e compaixão. O americano é mais frio, quieto e competitivo. Como morei
lá durante três anos, acho que sei lidar com os americanos – analisou.
 A evolução em quadra é tratada com
naturalidade pelo garoto, que se comporta como um veterano. Ao comentar o
assunto, surgiram diversos elogios direcionados aos técnicos que o ajudaram.
– Eu
acho que evoluí muito esse ano, principalmente como armador. Existe uma
diferença grande entre o jogo brasileiro e o americano. Nos Estados Unidos, é
muito mais atlético, rápido e com contra-ataques. No Brasil, é mais calmo e
organizado. Especialmente, acho que me encaixo mais no sistema de jogo
brasileiro. Chupeta, Fernando e Rodrigo me ajudaram a entender meu papel em
quadra, me mostraram como eu tinha que usar minha habilidade. Com o Fernando,
minha leitura de jogo melhorou muito. O Chupeta me ensinou a armar um time, me
fez comandar melhor meus companheiros e ser líder e capitão. O Rodrigo me deu
confiança para jogar num nível alto. Então, eles me prepararam muito para
agora. Também tem o Rafael Bernardelli, que fez um trabalho físico muito bom.
Estou pronto para chegar lá e mostrar minha visão de quadra e distribuição de
jogo – enfatizou.
Firme
em todas as respostas, Francesco abriu um largo sorriso ao falar dos amigos que
fez no Flamengo e de sua história recente no clube. No fim, se declarou
torcedor e disse que espera, quem sabe, retornar um dia.
– Meu
time é incrível e eu amo todos eles (jogadores), sejam da minha geração ou da
geração mais velha. Os dois times me receberam de braços abertos. Quando
voltei, no ano passado, fui acolhido imediatamente. A amizade que tenho com
todo mundo vai durar a vida inteira. É uma amizade que dá para ver que, quando
estamos dentro de quadra, estamos felizes entre si. E fora de quadra também tem
muita diversão. Eles são meus melhores amigos. Os convido quando vou a um
restaurante ou à praia, por exemplo. Passei ‘cinco anos’ no Flamengo e nunca
pensei em jogar em outro time do Brasil. O Flamengo está numa fase excelente,
muito bem dirigido pelo José Neto, que é um técnico ótimo. Ao longo desses
anos, falei com o Rodrigo que, quando eu voltar, vou ter mais um ano de sub-22.
Meu plano é treinar e me esforçar para conseguir uma faculdade com basquete
melhor. Jogar profissionalmente é um sonho. Pelo lado acadêmico, agora vou
estudar e aproveitar tudo que posso. Lá na frente, vou ter que escolher entre o
basquete e minha outra profissão, que será economia ou engenharia molecular –
finalizou.

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