A coletiva de Cristóvão após vitória sobre o Goiás.

Por: Fla hoje

Globo
Esporte – Pela primeira vez, o Flamengo venceu três jogos em sequência sob a
batuta de Cristóvão Borges. O fato foi valorizado ao extremo pelo treinador. Se
não fez uma partida brilhante na vitória por 1 a 0 sobre o Goiás, neste
domingo, sobretudo no primeiro tempo, o Rubro-Negro conquistou seu objetivo. Um
erro de marcação, opinou o comandante, motivou o sofrimento nos 45 minutos
iniciais.
– No
primeiro tempo, não conseguimos encaixar aquilo que tínhamos planejado. Não
conseguimos executar para marcarmos bem. A marcação que a gente ia fazer com o
Ayrton no David estava tirando o Ayrton (da direita), abrindo espaços nas
costas dele, e o Murilo jogando muito. Foi aí onde sofremos. Esse foi o grande
erro, corrigimos, melhoramos, fizemos um bom segundo tempo e merecemos ganhar –
analisou o treinador.
O gol
de Marcelo Cirino, o primeiro depois de um jejum de 13 partidas, aliviou não só
ao próprio jogador, que se emocionou após o lance, mas a todos do elenco,
garante Cristóvão. O treinador, inclusive, mostrou confiança de que o atleta
possa emplacar uma fase artilheira:
– Ele,
junto com o time, vinha de algumas oscilações, muitas cobranças. E essa coisa
de não fazer gol já há algum tempo (o último havia sido contra o Salgueiro, em
22 de abril, pela Copa do Brasil), eu havia falado que ele iria fazer gol.
Ainda bem que foi num jogo difícil e que decidiu a partida. Isso é bom, ele
fica mais aliviado, todos nós ficamos contentes e com toda certeza vêm mais
gols por aí.
Confira
outros trechos da entrevista de Cristóvão.
Primeiro jogo em branco de Guerrero
“Não
(precisa fazer gol em todos jogos), quem precisa fazer gol é o Flamengo. Quando
der, o Guerrero vai fazer. No primeiro tempo, com a dificuldade que a gente
teve, ele foi prejudicado. Chegamos pouco na frente, ele não teve companhia e a
bola não estava chegando. No segundo tempo foi diferente, ele participou mais,
as jogadas aconteceram, e a equipe foi melhor. Chegamos na frente, e ele tem
que ter companhia, a bola tem de chegar, e ele vai continuar fazendo
gols”.
Fase virou?
“Essas
coisas vão acontecer (não jogar tão bem e vencer). Alguns jogos que fizemos no
Maracanã jogamos muito bem, criamos oportunidades, aí o adversário jogava no
contra-ataque e matava o jogo. Hoje, no primeiro tempo da gente, corremos
muitos riscos. Poderíamos ter perdido a partida no primeiro tempo. A equipe
sofreu, soube sofrer, e é importante também isso. Suportou no segundo tempo,
nos equilibramos, encaixamos a marcação, botamos a bola no chão, controlamos o
jogo, tivemos boa parte de domínio, fomos mais criativos e mais fortes no
ataque”.
Importância da sequência de três vitórias
“O
campeonato exige isso, temos que ter sequência de vitórias, regularidade.
Passamos muito tempo sem pontuar. Pontuava uma rodada, não pontuava duas.
Ficamos muito tempo parados e agora começamos a caminhar. Nós perdemos muito
terreno e temos que recuperar. Para recuperar, tem que ser assim, com vitórias.
Essa sequência dá mais motivação e confiança. Esse jogo foi fora, o próximo é
em casa, diante da nossa torcida, que a gente sabe como eles fazem (a
diferença). Fizeram no jogo com o Grêmio e no domingo (contra o Santos) vão
fazer de novo. Então, a gente fica cada vez mais confiante”.
Convocação à torcida
“Nossa
torcida comparece, sempre nos ajuda e empurra. Contra o Grêmio foi assim, num
momento em que a gente precisava muito, e eles estavam lá. E domingo com
certeza eles vão estar. Claro, nós temos que dar resultado para poder chamar o
torcedor. Agora nós começamos a dar. Quando a gente tem dificuldade, eles vão
lá. Agora, com esse resultado, com certeza todo mundo vai estar lá no
domingo”.
Equipe fortalecida
“É
um momento que a equipe mostrou reação. Está melhorando, ficando forte e
consolidando. Tudo que acontece tem que vir junto com vitórias para fortalecer
e confirmar. Levamos algum tempo com dificuldades, trabalhando muito tempo sob
pressão, com a obrigação de ganhar”.
Estreia de César Martins
“No
geral, foi bom. Participação dele foi muito boa. Essas coisas (atabalhoado)
seriam normais. É estreia, vem de muito pouco tempo de treino, de
pré-temporada, com muito mais trabalhos físicos do que com bola. Essas coisas
seriam naturais. Pelas características e biotipo dele, isso demora um pouco,
precisa de ritmo. Pela dificuldade do jogo, foi muito boa, e ele também vai
crescer junto.”

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